Redação
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A Justiça Eleitoral determinou a recontagem dos votos das eleições em Águas da Prata, após constatar fraude à cota de gênero nas candidaturas do PDT (Partido Democrático Trabalhista). A decisão foi proferida pelo juiz Guilherme Souza Lima Azevedo, da 122ª Zona Eleitoral, e decorre de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral apresentada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo.

De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), as candidaturas de Maria Sirlene de Souza e Eliana Fioritto foram fictícias, uma vez que não houve uma campanha real. A ação pune ainda a presidente do diretório pratense do PDT, Helena Maria Sollas Montes Fernandes.
Durante o pleito, Maria Sirlene não teve nenhum voto, nem mesmo o próprio, enquanto Eliana contabilizou apenas dois votos. A votação delas e outras evidências demonstram que ambas disputaram as eleições apenas para que o partido atingisse a cota mínima de mulheres estabelecida pela legislação. Com isso, os votos do PDT foram anulados e uma recontagem foi agendada para o dia 31 de março, às 12h, no Cartório Eleitoral de São João da Boa Vista.
O PDT obteve o total de 278 votos na última eleição – sendo o sétimo partido mais votado –, porém, não elegeu nenhum candidato. A recontagem gera um clima de apreensão nos bastidores políticos, uma vez que pode refletir na atual composição da Câmara Municipal.


