Dia da Árvore foi comemorado com 140 novas mudas nativas

REDAÇÃO
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Este ano, acima de qualquer outro, comemorar e divulgar o Dia da Árvore se faz essencial. É de extrema importância que o ser humano compreenda, o quanto antes, e enquanto ainda há tempo, que queimar, cortar, derrubar e destruir o meio ambiente significa o autoextermínio.

As árvores desempenham um papel crucial no funcionamento do planeta ajudando a regular o clima e produzindo oxigênio, essencial para a sobrevivência humana.

Desde o decreto nº 55.795, de 24 de fevereiro de 1965 o Dia da Árvore foi substituído pela Festa Anual das Árvores.

Mutirão: mais de 80 pessoas plantaram 140 mudas de árvores nativas no dia 21, nas proximidades da Unesp (Dilvulgação/Instituto Planeta Plantar)

Em razão das diferentes características fisiográfico-climáticas do Brasil, a comemoração é realizada em duas datas diferentes. As regiões Norte e Nordeste celebram na última semana de março, devido a maior ocorrência de chuvas e por ser o momento apropriado para o plantio. Já as regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste comemoram na semana do dia 21 de setembro por anteceder a chegada da primavera, estação das flores.

SEM ÁRVORES

Preocupada com a situação atual, uma profissional liberal, leitora do jornal O MUNICIPIO, enviou uma mensagem à edação. “Não bastassem a seca em níveis desérticos, o intenso calor fora de hora e as terríveis queimadas, precisamos, ainda, assistir à crescente desarborização urbana que vem ocorrendo em São João da Boa Vista, o que contribui para que a temperatura fique ainda mais alta e o ar, mais poluído”, disse.

Durante sete edições, entre setembro e novembro de 2023, O MUNICIPIO apresentou aos leitores a grave situação da arborização urbana em São João. Ruas centrais sem nenhuma árvore plantada ou com pouquíssimas espécies, Áreas de Proteção Permanente (APPs) abandonadas, implantação de parques e bosques iniciada e nunca terminada. A reportagem visitou esses locais, fotografou, ouviu moradores e pessoas ligadas à preservação do meio ambiente.

Essa série de matérias foi publicada no momento em que o País já experimentava uma onda de calor com temperaturas apresentando 5 graus acima da média, por muitos dias. O fato reforça a necessidade de sombreamento natural, de plantio regrado de árvores, de criação de bosques e parques. Quem assume para si essa atitude aqui na cidade é entidades, como o Instituto Planeta Plantar, que vem preservando sementes, criando mudas de espécies nativas e à beira da extinção e plantando árvores às centenas por todo o município.

MINISTÉRIO PÚBLICO

Dois fatos recentes, ambos desabonadores para o município, mobilizaram a opinião pública e assustaram pessoas e grupos ligados à preservação ambiental: a destruição de inúmeras árvores – ipês, timburis, acácias amarelas e baobás – no Parque ‘Dr. Theófilo de Andrade’ visando a instalação de iluminação pública; e a extinção de dois exemplares de pau-brasil, símbolo do País segundo a Lei 6.607 de 7 de dezembro de 1978, em plena praça Cel. Joaquim José, durante reforma local.

Diante disso, o advogado Rui Souza fez denúncias junto ao Ministério Público (MP), requerendo a “instauração de inquérito policial para apuração do crime elencado no art. 49 da Lei dos Crimes Ambientais” no caso do Parque Dr. Theófilo. A resposta do MP: “A sua manifestação foi encaminhada com sucesso. Atendimento número 0430.0000276/2024”.

Conforme apurado, ele fez nova denúncia, desta vez sobre o caso dos exemplares de pau-brasil arrancados na praça Cel. Joaquim José (Notícia de Fato nº 0430.0000282/2024), utilizando no processo a reportagem publicada na edição de quarta-feira (11) do O MUNICIPIO, acompanhada de várias fotografias.

A leitora que enviou mensagem ao jornal assim finaliza o seu texto: “Espero que a próxima administração esteja mais atenta a esta questão e se empenhe a tornar São João, uma cidade tão linda, mais agradável e fresca”, concluiu.

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