Por Ana Paula Fortes
[email protected]
Dez por cento das mulheres acima dos 40 anos apresentam algum problema na tireoide. No entanto, as doenças costumam ser mais severas em homens jovens e idosos.
A glândula que possui uma forma de borboleta, está localizada na parte frontal do pescoço logo abaixo da laringe. Ela produz hormônios importantes para o bom funcionamento do organismo, tendo como função produzir os hormônios tireoidianos, como T3, triiodotironina, e T4, tiroxina, que são responsáveis pelo funcionamento saudável do cérebro, intestino, coração, vasos sanguíneos, produção de energia e pelo metabolismo como um todo.

Hipotireoidismo
A diminuição dos hormônios T3 e T4, é conhecida como hipotireoidismo e afeta diretamente a qualidade de vida dos pacientes. O hipotireoidismo é facilmente confundido com outras doenças, como a depressão, o que pode dificultar o diagnóstico, por isso, é de extrema importância o acompanhamento por um médico especialista.
No Brasil, estima-se que até 22 milhões de pessoas, ou seja, cerca de 10% da população, sofram com a doença, que é de 5 a 8 vezes mais frequente nas mulheres.
Hipertireoidismo
O hipertireoidismo, como o próprio nome diz, é o aumento da produção dos hormônios, ou seja, a hiperatividade da tireoide que resulta na aceleração das funções vitais do corpo causando diversos sintomas como fraqueza muscular, cansaço e diarreia.
Essa disfunção é mais comum em mulheres jovens e se não for tratada, pode levar a batimentos cardíacos irregulares e acelerados, além de insuficiência cardíaca e, ainda, osteoporose.
Causa
A disfunção da tireoide pode ser causada por uma variedade de fatores, que incluem condições autoimunes, deficiências nutricionais, infecções e questões genéticas. A Hashimoto, por exemplo, é uma doença autoimune na qual o sistema imunológico ataca a tireoide, levando ao hipotiroidismo. O uso de alguns medicamentos, dentre eles os que tratam arritmias cardíacas, antidepressivos e ansiolíticos, também podem afetar a função da tireoide. Já a doença de Graves é a causa mais comum do hipertireoidismo. A frequência cardíaca e a pressão arterial podem aumentar, os ritmos cardíacos podem estar alterados e a pessoa pode suar excessivamente, sentir nervosismo e ansiedade, ter dificuldade para dormir, perder peso sem estar tentando e evacuar com mais frequência.
A detecção precoce e o tratamento adequado são essenciais para gerenciar qualquer disfunção da tireoide e evitar complicações mais graves.
Diagnóstico e Tratamento
O diagnóstico da disfunção da tireoide envolve principalmente a avaliação clínica e exames laboratoriais como, por exemplo, o exame dos níveis de TSH que ajuda no diagnóstico tanto do hipotireoidismo quanto do hipertireoidismo.
Em caso de TSH elevado o próximo passo será a realização do exame do T4, que se estiver normal, o diagnóstico é hipotireoidismo subclínico ou inicial. Se estiver abaixo do recomendado, é a versão clínica ou manifesta do distúrbio. Em qualquer um dos cenários, o tratamento é realizado com a reposição de hormônios tireoidianos, o que muda é a dose recomendada em cada caso. É importante ressaltar que o tratamento vai depender da causa do distúrbio.
Prevenção
A ingestão adequada de iodo é um dos fatores mais importante para a formação dos hormônios T3 e T4. O composto está presente não só no sal de cozinha, mas também em peixes e frutos do mar. Cerca de 150 microgramas é o bastante para resguardar a tireoide, no entanto, exagerar no uso do saleiro pode desencadear o hipotireoidismo.
Manter o peso saudável, praticar exercícios regularmente e evitar o estresse excessivo também são maneiras de prevenir a disfunção.
Quem já sofre com os efeitos do descontrole hormonal é recomendado moderar na ingestão de vegetais como repolho, nabo e couve, pois, eles contêm uma substância chamada tiocianato, que pode inibir o trabalho da tireoide.


