Tributação de importados pode impactar no comércio local

Por Clovis Vieira
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As novas diretrizes para a tributação de produtos importados comprados por meio de e-commerce foram divulgadas pela Receita Federal desde 28 de junho. A principal mudança anunciada diz respeito à aplicação de impostos sobre bens adquiridos por remessas postais e encomendas aéreas internacionais.

Importados: empresas internacionais sofrem tributação em seus produtos de e-commerce (Reprodução/Via Google)

Compras de até US$ 50 (em torno de R$ 275) serão tributadas em 20%. Já para produtos com valores entre US$ 50,01 e US$ 3.000, a taxação será de 60%, com uma dedução fixa de US$ 20 no valor total do imposto.

A medida poderá impactar positivamente o comércio local? “Eu acredito que sim!” apontou André Coelho, 60, proprietário de comércio de moda na rua Getúlio Vargas, no centro de São João. “Muitas dessas lojas internacionais, que praticam o e-commerce, visam mais o consumidor jovem. Minha clientela está na faixa a partir dos 35 anos e opta pela compra presencial; principalmente pela diferença no padrão de numeração das confecções: o tamanho 44 brasileiro, por exemplo, não é igual ao 44 chinês”, disse.

PELO TOQUE

Coelho orgulha-se de oferecer à clientela produtos brasileiros, produzidos com tecidos vindos de fábricas localizadas no País, com estilo e numeração que atendem essa procura. Ele lembra que há inúmeros consumidores que se revelam frustrados quando compram algo internacional pela internet e — surpresa! — recebem um produto diferente do anunciado, com numeração que não encaixa no manequim. “Aqui, nós trazemos essa ‘marca brasileira’ ao nosso cliente e vem dando muito certo”, comemorou.

O comerciante lembra que o pós-pandemia promoveu mudanças no comportamento do consumidor. O público com idades entre 18 e 40 anos começou a ‘frequentar’ mais o comércio on-line, comprando em sites internacionais, diferente do consumidor com idade acima dessas citadas, que preferem o presencial. Estes gostam de escolher o tecido pelo toque, pelos tons de cores e ainda têm a possibilidade de negociar o pagamento.

VANTAGENS

A Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (Cndl) vem apostando nos benefícios que a taxação pode imprimir no comércio nacional. Para se ter ideia, segundo dados da Receita Federal, apenas em 2023, os consumidores brasileiros gastaram R$ 6,42 bilhões em encomendas internacionais. Ao reduzir a vantagem de preço dos produtos importados, a taxação incentiva os consumidores a optarem por produtos nacionais.

Outro benefício que a Confederação destaca, com o fortalecimento do comércio e da indústria locais, é o desejada aumento na geração de empregos no Brasil. À medida que mais empresas nacionais prosperam, a demanda por mão de obra aumenta, contribuindo para a redução do desemprego. A medida também beneficia os empreendedores, proporcionando um ambiente de negócios mais equitativo. Pequenos e médios empresários, que frequentemente lutam para competir com preços baixos de produtos importados, encontrarão novas oportunidades de crescimento.

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2 COMENTÁRIOS

  1. Se depender de mim, não. Muita coisa ainda mesmo com o abusivo imposto colocado por esse bando de LADRÕES, ainda consegue ser muito mais barato que no comercio nacional. O bom é que o comprador costumaz de quinquilharias vai parar de comprar internacionalmente, e eu que depende de peças e ferramentas, já percebi uma melhora no prazo de entrega, uma compra feita na China no dia 16 foi entregue na minha porta no dia 22. Infelizmente o aumento do preço do material por causa do novo roubo, digo imposto, é repassado ao cliente.

  2. E lembrando que, muita das quinquilharias baratas que o povo importava diretamente da China, se comprar no comercio local também é feita na China. Nem pilha e lâmpada se produz mais aqui no Brasil.

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