Por Bruno Manson
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Um bebê de 4 meses de idade recebeu uma vacina incorreta ao ser atendido na Unidade de Saúde ‘Dr. Alexis Hakim’, situada no Jardim Progresso, região do DER. O fato ocorreu na sexta-feira (2) e a agora criança vem recebendo o acompanhamento da rede municipal e de uma clínica particular caso haja alguma reação ao imunizante.

Em entrevista ao O MUNICIPIO, a contadora Fernanda Gabricio Pessoa Cavalari contou como tudo aconteceu. Ela explica que seu filho recebeu as vacinas de 4 meses em clínica particular, ficando somente a do rotavírus para ser feita na Unidade de Saúde. Ao chegar no posto, ela informou isso à recepcionista e também à funcionária que atendia na Sala de Vacinação. Na ocasião, a mãe ainda entregou o cartão de vacinação, onde já constavam os demais imunizantes que a criança recebeu. “Sentei com meu filho no colo e eles aplicaram somente duas gotinhas. Estranhei porque na outra vez que ele tomou a vacina não foi assim”, comentou a contadora.
VOP
Fernanda disse que indagou a funcionária sobre a aplicação, mas não obteve resposta. “Quando questionei o porquê de duas gotas somente, ela já foi preparando uma nova vacina e veio aplicar a segunda, que seria a certa”, afirmou. “Meu marido viu que tinha algo errado e questionou também. Foi aí que ela disse que aplicou a VOP [Vacina Oral Poliomielite], que meu filho teria que tomar somente com 1 ano e 3 meses”, relatou a mãe.
Diante da revelação, o casal ficou nervoso e perguntou o que poderia acontecer com o bebê, já que não devia ter tomado essa vacina. A equipe da Unidade de Saúde acionou a Vigilância Epidemiológica. A enfermeira-chefe do setor, Ludimila Borato Barros Zan, conversou com os pais e tranquilizou, afirmando que não teria reação. “Realmente não teve até agora, mas estamos observando ainda”, afirmou a mãe.
Ao pegar de volta o cartão de vacinação da criança, os pais notaram que somente a vacina contra rotavírus havia sido anotada. Somente após insistirem é que a VOP foi incluída no documento. “Até agora não teve reação, mas o erro foi feito. E se eu não tivesse visto e questionado tinha passado despercebido! A diferença de meses de uma vacina para outra é grande!”, observou a contadora.
DEPARTAMENTO DE SAÚDE
Em contato com o jornal, o Departamento de Saúde admitiu que a servidora aplicou o imunizante incorreto, o que a Vigilância Epidemiológica considera um “erro de vacinação”. De acordo com o órgão, uma ficha de notificação foi feita e enviada ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) e também ao Grupo de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo (GVE) para ciência do caso.
Em relação aos cuidados com a criança, Ludimila entrou em contato com a mãe e deu todas as orientações necessárias e explicações sobre a segurança do bebê. Também foi realizado contato com a clínica particular, onde foram aplicadas as demais vacinas. “Agora um acompanhamento será feito por ambas as partes [Vigilância Epidemiológica e clínica particular] em relação às próximas vacinações”, relatou o órgão. “A criança teve e terá acompanhamento da pediatra da Unidade de Saúde, além do acompanhamento por parte da pediatra particular que também foi informada do caso”, completou.
O Departamento de Saúde informou que o fato foi registrado no livro de ocorrências interno da Unidade de Saúde e a colaboradora envolvida o assinou como ciência do ocorrido. “Pedimos desculpas pelo ocorrido, mas reforçamos que tanto a mãe quanto a criança tiveram todo o apoio, orientações e explicações necessárias. Nos colocamos a disposição dela, e de todos os munícipes para retirada de quais dúvidas que possam surgir”, declarou o departamento.




