Espaço criado para adolescentes valoriza diversidade

Por Clovis Vieira
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O que fazer com filhos adolescentes em mês de férias? A resposta é: reuni-los em um espaço seguro, onde eles possam se expressar sem julgamentos, um fator essencial para o desenvolvimento saudável dessa turminha. Esta é a ideia básica que levou a multi-instrumentista, cantora e psicanalista lacaniana em formação, Carol Gallego, a tirar do papel o ‘Ateliê do Adolescente’.

Iniciativa: Carol Gallego escolhe o período de férias escolares para tirar a ideia do papel (Divulgação/Arquivo Pessoal)

“Este o projeto visa proporcionar um espaço seguro e criativo para jovens explorarem suas emoções, desenvolverem suas habilidades artísticas e encontrarem afetos e apoio psicológico”, relacionou a profissional. E afirma também que é um espaço inclusivo que valoriza a diversidade “e se esforça para ser acessível a todos, independentemente de suas habilidades físicas ou cognitivas”.

INCLUSÃO

Muitos adolescentes, segundo Carol, enfrentam desafios emocionais e psicológicos durante essa fase de transição da infância para a vida adulta. Criar um espaço seguro onde eles possam se expressar sem julgamentos é essencial para o desenvolvimento saudável. Para isso, ela conta com os benefícios terapêuticos da Arte e da Música: “Ambas são ferramentas poderosas para a expressão emocional e o autoconhecimento e utilizá-las como meio terapêutico pode ajudar adolescentes a lidarem com suas emoções de forma criativa e construtiva”.

O público-alvo do projeto são os adolescentes com idades entre 12 e 18 anos, de todas as origens e condições, incluindo Pessoas com Deficiência (PCDs). “Os nossos encontros garantem inclusão de jovens com deficiências físicas, cognitivas ou sensoriais, garantindo que todas as atividades sejam acessíveis e adaptadas às suas necessidades”. A formação da orientadora garante abordagem que oferece suporte específico para atender às necessidades emocionais e psicológicas dos adolescentes PCDs.

ACOLHEDOR

Cada grupo de trabalho — por enquanto em periodicidade mensal — comporta de dez a 13 adolescentes, em encontros de duas horas de duração, embora a atividade possa ser agendada de modo individual, em um formato de vivência de uma hora de duração. “Isso proporciona um ambiente acolhedor, onde adolescentes PCDs podem se sentir valorizados e aceitos”.

O ‘Ateliê do Adolescente’ vinha sendo gestado há pelo menos três anos.  Com a chegada da adolescência de sua filha Nara, a orientadora chegou à conclusão que esse projeto precisava sair do papel e ser acionado para a realidade, “pois é urgente que se pense em espaços artísticos para esse público. E foi nesse mês de julho que ele saiu do papel e foi inaugurado!” Interessados podem entrar em contato: Carol Gallego — (19) 99558-0629 (WhatsApp) / (19) 99462-7605 — Instagram: @carolcarolgallego

O próximo Ateliê acontecerá no dia 17 de agosto.

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