Por Clovis Vieira
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Não bastasse inúmeros focos de incêndio ocorrendo na zona rural, tema da reportagem publicada no sábado (18), leitores do O MUNICIPIO têm denunciado esse perigo acontecendo também em alguns pontos na periferia da cidade. “Ao avistar um foco de incêndio, o cidadão deve avisar imediatamente o Corpo de Bombeiros através do telefone 193, informando exatamente o endereço e, se possível, com um ponto de referência, para facilitar a chegada das equipes”, alertou o 1º tenente Paulo César Olivato, comandante do 5º Pelotão de Bombeiros de São João da Boa Vista.

Ele se refere à chamada Operação ‘São Paulo Sem Fogo’ que, neste momento, se encontra na fase Amarela (abril e maio), com as atenções voltadas para as ações preventivas e de preparação para enfrentar os incêndios florestais. “Durante os meses de abril e maio, as atividades de treinamento, capacitação, elaboração e revisão de planos preventivos e de contingência ganham prioridade”, explicou o tenente.
VERMELHA
A fase Vermelha, agilizada entre os meses de junho e outubro, identifica as ações de combate ao fogo e de fiscalização repressiva. Estas ações são priorizadas e as estratégias de comunicação e campanhas preventivas ganham reforço. “No final do ano (meses de novembro e dezembro) é realizada uma avaliação da temporada de incêndios e são iniciados os preparativos para o ano seguinte”, disse.
Para cumprir seus objetivos, a Operação ‘São Paulo Sem Fogo’ desenvolve uma série de atividades de forma permanente ao longo do ano, sendo dividida em fases – verde (janeiro a março), amarela e vermelha – de acordo com as necessidades e priorizações que cada período exige. Envolvem-se nesta operação mais de 100 bombeiros, que atuam na Estação de Bombeiros de São João da Boa Vista, Espírito Santo do Pinhal, São José do Rio Pardo, Mococa, Pirassununga, Leme, Araras e Rio Claro.
Tenente Olivato destaca que o prejuízo com focos de incêndios, combatidos na ‘São Paulo sem Fogo’, atinge toda a população. “A queima da área verde gera uma poluição muito grande, com a liberação de uma enorme quantidade de CO² (dióxido de carbono). Os produtores rurais, também tem uma grande perda, com a queima das pastagens ou áreas cultivadas, além do risco de os incêndios atingirem as suas próprias moradias”, finalizou.


