Por Clovis Vieira
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A campanha Maio Amarelo, que identifica este mês como o da conscientização para a redução de acidentes de trânsito, termina na sexta-feira (31). Reportagem publicada no O MUNICIPIO, na edição dia 15, trouxe dicas importantes para a redução do estresse na direção e a promoção da segurança. Entre as ‘barberagens’ praticadas por muitos motoristas estão excesso de velocidade, uso de celular ao volante, acertar o som enquanto dirige e atenção dividida em passageiros e/ou crianças no banco de trás.

São João da Boa Vista conta com 42.614 automóveis, 20.092 motos, 9.738 camionetes e 2.266 caminhões, entre outros, números divulgados no suplemento ‘São João em Números’, de 24 de junho de 2023. Essa realidade no trânsito da cidade apresenta problemas que desafiam as autoridades, põe em ‘check’ a paciência dos motoristas e pode oferecer riscos aos pedestres.
OBSERVAÇÃO
O que o cidadão sanjoanense pensa do trânsito na cidade onde mora e trabalha? Acompanhe a opinião de alguns leitores do jornal, quando questionados a respeito do tráfego no centro da cidade e em alguns bairros onde também há problemas de mobilidade.
Regina Morais Rosa, motorista de carro e moto: “Ah, precisa mexer em muita coisa no trânsito! Aqui na cidade tem muitas ruas em que as transversais não facilitam a mobilidade do motorista. A rua Conselheiro Antônio Prado é uma delas. Muitos condutores não ligam a seta antes de fazer uma curva. Também acho que tem muitos estacionamentos para motos! Os motociclistas acabam parando em lugar indevido e tomam o lugar daqueles que têm carro; sobram vagas nos estacionamentos para motos. Outra coisa é que já recebi algumas multas por estacionamento na Zonas Azul e não recebi o aviso. Eu tive que ir na central da empresa que cuida disso, para acertar a minha situação. Ainda bem que um amigo viu quando a multa foi lavrada e me avisou!”.
Murici Belizário, motorista de carro: “Eu penso que o trânsito aqui em São João está pedindo bastante melhorias. A questão dos estacionamentos, por exemplo: a cidade tem vias em que o estacionamento poderia ser na transversal, o que garantiria maior número de vagas. Outra coisa que precisa ser revista é a mão de direção de algumas ruas, que chegam até a causar confusão em muita gente”.
Cláudio Azevedo, condutor de automóveis: “Não está tudo bem no trânsito da cidade. Eu percebo imprudência por parte de alguns motoristas, no sentido de andar muito devagar nas vias principais. Eu já observei alguns falando no celular ou admirando as vitrines das lojas em vez de prestar atenção no trânsito. Com relação à fiscalização no trânsito, é preciso que a municipalidade e a Polícia Militar estejam sempre atentas. Também não vejo a necessidade de tantas ‘lombadas’ pelas ruas da cidade. Temos um trânsito vagaroso e tranquilo, o que não justifica tantas ‘lombadas’ tão próximas umas das outras. Outra questão que tenho observado nas ruas são os buracos! Exemplo é a rua Carlos Coelho Filho (Vila Nossa Senhora de Fátima), que parece uma colcha de retalhos; a cada 10 ou 15 metros há emendas mal feitas no asfalto, não só da Sabesp, como do próprio Departamento de Trânsito e Segurança. Eu mesmo presenciei um acidente quanto um veículo foi desviar de um buraco e se envolveu numa colisão lateral”.
Mariah Stefano Goulardins, que dirige carro: “Aqui, as pessoas adora uma fila indiana, mesmo quando a rua é larga ninguém sai para a esquerda liberando espaço para quem vem atrás. Isso me irrita profundamente. Sem falar que quase ninguém liga a seta quando vai fazer uma curva ou contorno. Alguns motoristas aceleram e não deixam passar quem está próximo”
Jesual Teixeira Moreno, morador na Vila Loyola: “O trânsito na cidade está precário! A começar na rua Carolina Malheiros, onde algumas transversais precisam de semáforo. Ali já teve acidentes e até já morreu gente ali. As motos, então, não respeitam as regras, vão passando na velocidade, não olham pro lado, só buzinam e seguem… alguns até xingam a gente. Falta fiscalização”.
Laerte dos Santos Ricardo, morador no DER: “O trânsito em São João, me desculpe falar, mas está uma m*rda. Não temos aqui um fiscalização boa, faltam placas informativas de velocidade. Os motoqueiros atravessam a noite fazendo muito barulho com o escapamento aberto, não deixam a gente dormir direito.
Davis Pires, que dirige moto e carro: “O nosso trânsito não está muito bom, não! Tem umas vias aí, em que está muito difícil, principalmente nos bairros, como o Resedás, por exemplo. Não tem fiscalização, não tem ‘lombadas’ onde seria bom ter, muita gente caminha a pé pelo meio das ruas… fica difícil. Aqui no centro, o problema é a Zona Azul, como sempre”.




