Lixo espalhado por vários terrenos do município preocupa

Por Marcelo Gregório
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A quantidade de lixo espalhada em terrenos particulares e áreas públicas de São João da Boa Vista tem provocado preocupação em decorrência do grande volume de casos de dengue. A cidade já passou de 1.500 infectados esta semana. Garrafas de vidro e pet, copos de plástico, sacolas e outros objetos que permitem o acúmulo de água têm sido vistos com frequência em diferentes bairros.

Jardim Nova União: restos de móveis e outros objetos são descartados em terrenos da segunda etapa do loteamento (Marcelo Gregório/O MUNICIPIO)

A reportagem do O MUNICIPIO percorreu áreas de São João e constatou muito lixo descartado de forma irregular. No loteamento do Jardim Nova União, segunda etapa, que acabou de receber pavimentação asfáltica e parte da infraestrutura, foi possível observar nos terrenos que há restos de móveis e muitos objetos propícios para a proliferação do mosquito Aedes aegypti — transmissor de dengue, chikungunya e zika.  A maneira com que os materiais estão sendo deixados, demonstrando falta de educação, tem gerado revolta. “Tinha de haver uma maneira de multar esses indivíduos que jogam lixo em qualquer lugar”, pediu um munícipe.

ACOSTAMENTO DA RODOVIA

Um pouco à frente do Jardim das Rosas, bairro da zona sul sanjoanense, já na rodovia que liga São João a Santo Antonio do Jardim, há um ponto crítico de descarte irregular de lixo. É no próprio acostamento da via que pessoas apontadas como irresponsáveis têm jogado entulho, que pode até mesmo prejudicar motoristas que trafegam pelo trecho.

Não muito distante dali, na rua Maria Aparecida Bernardes, entre o Jardim Azaleias e Parque dos Resedás, imediações das Escolas Municipais  de Ensino Básico (Emebs) ‘Teresinha Domenichelli Rossi’ e ‘Antonio dos Santos Cabral’, há uma enorme área pública tomada pelo mato e por lixo. “Não tem fiscalização, não, porque até dentro da cidade está assim. A Prefeitura limpa e no mesmo dia jogam tudo de novo”, reclamou uma mulher inconformada.

OBJETOS CORTANTES

Além do receio da dengue, o experiente jardineiro Rovilson Venceslau afirmou à reportagem do O MUNICIPIO que a sujeira também pode provocar acidentes nos profissionais de jardinagem devido a objetos cortantes espalhados. “Nós saímos para fazer a limpeza nos terrenos com as nossas máquinas e roçadeiras e temos encontrado muitas garrafas jogadas no meio dos terrenos. É um perigo tremendo, pois já teve amigo nosso que foi parar na UPA [Unidade de Pronto Atendimento] devido a roçadeira quebrar o vidro da garrafa e provocar ferimentos”, contou Venceslau.

CONSCIENTIZAÇÃO

O jardineiro também ‘deu um puxão de orelha’ nos profissionais da construção civil. “Pedir para alguns pedreiros que não joguem pedaços de ferro nos terrenos. Às vezes, nem é por maldade, mas eles jogam. Estamos encontrando muita dificuldade com pedaços de ferro, arame e muita garrafa. A gente pede a colaboração de toda a população sanjoanense para que junte o lixo e coloque numa caçamba, deixe separado e que nunca jogue nos terrenos”, implorou Rovilson.

A reportagem consultou a Prefeitura para saber se há uma forma mais incisiva de fiscalização e providências de pontos de descarte de lixo na cidade, no entanto, o Departamento Municipal de Meio Ambiente, Agricultura e Abastecimento não respondeu aos questionamentos até o término desta edição.

MATO NA CALÇADA

Não bastasse o descarte irregular de lixo, leitores denunciaram o acúmulo de mato na esquina das ruas Dr. Teófilo Ribeiro de Andrade e Saldanha Marinho, no Centro. Ao longo da Dr. Teófilo, duas quadras mais abaixo, a situação se repete. Entretanto, o serviço parece estar fora do cronograma de limpeza.

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