Pets envelhecem e precisam de cuidados especiais

Por Clovis Vieira
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Envelhecer é tão difícil para o ser humano quanto para os animais de estimação. Essa jornada natural da vida dos seres vivos tem como consequência várias alterações metabólicas, funcionais e físicas do cérebro. E tem impacto no processo relacionado ao bem-estar e à saúde dos animais. Em um artigo publicado na Semantic Scholar, estima-se que um em cada três gatos e um em cada dez cães têm probabilidade de desenvolver doença renal durante a vida.

Nina: veterinário Tiago com sua yorkshire de 14 anos, já em idade de “aposentar-se” (Divulgação/Arquivo Pessoal)

Pets acabam chegando na “terceira idade” em momentos diferente uns dos outros. Cães menores tendem a atingir uma longevidade maior do que cães grandes, assim como os gato que sendo saudáveis podem passar a incrível marca de 20 anos, porém todos eles merecerem uma atenção redobrada”, explicou o veterinário Tiago Fornaziero Dorna. De acordo com ele, o envelhecimento faz com que seus órgãos, músculos, ossos vão ficando cada vez mais frágeis e apresentando problemas “que temos que ficar atentos!”.

ESPECIALIDADES

Os pets perdem mobilidade, visão, audição, tem dificuldade de controlar suas necessidades e se tornam mais seletivos na hora da alimentação. “Por isso precisamos ter tempo e disposição para cuidar de um animalzinho que chega nessa fase. A alimentação muda, eles necessitam de uma dieta diferente, com mais vitaminas e outros suplementos”, ensinou.

Hoje na veterinária há diversas especialidades que podem auxiliar o tutor a recorrentes problemas de saúde que vão acabar aparecendo nesses momentos. Neurologistas, Nefrologistas, Oftalmologistas, Gastroenterologistas, Endocrinologista, Nutricionista, Cardiologistas, Oncologistas. “Então, hoje, graças a Deus, temos inúmeros especialistas para os cuidados especiais que um pet idoso requer”.

ADEUS

Porém, infelizmente, chega uma hora na vida do animal de estimação que é a hora do adeus: “Vocês hão de concordar comigo, que eles deviam viver bem mais não é mesmo? Essa hora da despedida é sempre muito triste, complicada e nunca sabemos como proceder ao certo”. Dorna lembra que o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) pode receber o corpo desses animais envoltos em sacos pretos, gratuitamente, para lhes dar um destino final.

O profissional diz que, particularmente, não é muito fã desse processo, pois os corpos desses animais vão para aterros sanitários. “Porém, aqui na nossa região, existem cemitérios e crematórios específicos para dar conforto nesse momento de despedida, um lugar onde você pode visitar e até adquirir as cinzas em algum recipiente que os guarde como uma lembrança dos momentos que tiveram”.

Em seu dia a dia nas clínicas que administra, Dorna sabe que muitos tutores que tem espaço disponível, acabam optando por fazer o próprio enterro dos animaizinhos no terreno da própria casa. “Esta é uma decisão muito individual, que de cada um vai escolher a que será melhor para si e para o seu emocional”, finalizou.

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