CLOVIS VIEIRA
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No início de um novo ano letivo é preciso considerar a importância dos professores, profissionais tão importantes na vida de qualquer pessoa. Mas o cenário atual não está muito fácil para quem escolhe a missão de lecionar. Baixos salários somados a altas cargas horárias, violência e desrespeito em sala de aula, entre outros problemas, fazem com que, cada vez mais, seja necessário cuidar da saúde dos mestres.
“É preciso pensar na saúde desses profissionais de forma integral, para que consigam lidar melhor com sentimentos de ansiedade, baixo rendimento ou cansaço excessivo. Eles não estão livres de sofrerem com burnout e outros problemas”, disse Danilo Suassuna, que organiza e realiza congressos, seminários, workshops e extensões voltadas aos profissionais da Psicologia. Ele ainda alerta: “muitos professores passam por situações de estresse crônico e não sabem nem onde e quando buscar ajuda”.

PLANEJAMENTO
Josy Marta Ferreira Mathias, diretora de escola e professora, pondera: “Depois das merecidas férias escolares, o início do ano letivo para os docentes da rede pública estadual é um momento de muita expectativa, mas também de muita tensão”. A docente confessa ficar ansiosa para conhecer as turmas com as quais irá lecionar e já pensa na definição de horários, nos períodos, no calendário escolar e, principalmente, quais serão as maiores dificuldades dos estudantes: “quem serão nossos colegas de trabalho, quem serão os gestores, se permaneceremos na mesma escola ou não…”
De acordo com ela, outro ponto importante na volta às aulas é o planejamento do ano letivo, das aulas e projetos. “O professor começa a pensar naquilo que deu certo no ano anterior e o que pode ser melhorado no ano que se inicia”. Como 2024 será um ano de Olimpíadas, este, provavelmente, será um tema comum nos projetos de aprendizagem para os estudantes, ela antecipa.
TECNOLOGIAS
Fernando Cesar Fante, professor de Ciências Humanas no 6º ano ao Ensino Médio, no ensino público e privado, afirma que voltar à sala de aula após um período de tranquilidade pode ser um misto de emoções. “Por um lado, a tranquilidade proporciona um descanso necessário, mas por outro, a ansiedade e a expectativa de estar de volta ao ambiente agitado da sala de aula podem ser intensas. É um retorno ao contato direto com os alunos, às suas perguntas, desafios e conquistas”. A sensação de retomar a missão de educar e influenciar positivamente as vidas dos estudantes pode ser gratificante, acrescentou, mesmo que inicialmente isso envolva ajustes e traga cansaço.
Com relação à necessidade de um preparo especial para encarar os velhos desafios já conhecidos, o docente confirmou que “sim, é essencial um preparo especial que inclua a integração de tecnologias e a adoção de metodologias ativas ao encarar os desafios já conhecidos”.
Ele reconhece que a evolução constante da tecnologia tem impacto direto no ambiente educacional, exigindo dos professores uma atualização constante. “A incorporação de dispositivos, plataformas digitais e recursos online pode enriquecer o processo de ensino e aprendizagem, proporcionando novas formas de engajamento e participação dos alunos”, contou.
ROTINAS
Nas férias, a rotina escolar faz falta no dia a dia de um professor? “Durante as férias, para ser bem sincero, não! O período de descanso proporciona a oportunidade de recarregar as energias, relaxar e dedicar tempo a outras atividades pessoais”. Fante percebe que a pausa na rotina escolar permite um distanciamento temporário dos desafios e responsabilidades do ambiente educacional. “Embora a rotina escolar seja fundamental e gratificante em seu devido tempo, as férias oferecem uma chance valiosa para desconectar e se dedicar a outras experiências enriquecedoras. Lembremos que até Deus descansou no sétimo dia”, terminou com um sorriso.



