Polícia ainda não localizou criminosos que furtaram joalheria

Por Marcelo Gregório
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A Polícia Civil prossegue com as investigações para descobrir o paradeiro dos criminosos que furtaram uma joalheria situada na esquina das ruas Ademar de Barros e Padre Josué, no centro de São João da Boa Vista, há uma semana. Eles levaram alianças, brincos, colares e outros acessórios ornamentais, entre folheados a ouro e prata, resultando em prejuízos de R$ 7.000, segundo afirmou o dono da loja.

Após perícia nas instalações, os policiais apreenderam uma marreta enrolada em sacola plástica, que poderá contribuir com os trabalhos de apuração. “Parece que a Polícia tem informação [de quem seriam os homens]. Só estão juntando algumas provas para pegar os meliantes. Disse a Polícia que é questão de tempo para prender eles”, revelou ao O MUNICIPIO o dono da loja, Wagney Miras Sanches.

Furto: crime no comércio de joias na esquina de ruas centrais ocorreu na noite de 18 de novembro (Marcelo Gregório/O MUNICIPIO)

INVESTIGAÇÕES

O caso está sendo apurado sob a responsabilidade do delegado Jorge Ciacco Mazzi. “A [Delegacia de Investigações Gerais] DIG instaurou inquérito policial para cabal apuração dos fatos, estando as diligências em curso para o rápido esclarecimento do delito, sendo que no momento não é possível fornecer informações para não prejudicar os trabalhos investigativos em andamento”, destacou Mazzi.

COMO FOI O CRIME

O furto teria acontecido por volta de 23h15, no dia 18 de novembro. “Era um horário de movimento [na rua Ademar de Barros], inclusive. Eles meteram a marreta no vidro da frente e entraram. Depois, meteram a marreta na vitrine [principal] e no balcão. Aí o alarme disparou, eles pegaram o que tinha e foram embora. [Para praticar o crime, eles] entraram em dois [homens, só que tinha o terceiro que estava rondando por aqui]”, explicou o comerciante.

PELA TERCEIRA VEZ

No prédio, a Casa das Alianças ‘Miras da Terra’ funciona desde 2009. Sanches contou à reportagem que foi a terceira vez que o comércio dele foi furtado, no período de dez anos na cidade. “Um [furto] foi em 2013, quando [o criminoso] fez um buraco na parede e entrou. Esse foi um prejuízo muito grande porque tinha coisas dos meus clientes e eu demorei dois para pagar. Na época deu R$ 90 mil [de prejuízo], foi terrível”, lamentou o proprietário. Já na segunda vez, segundo Sanches, o crime foi registrado em plena luz do dia e com a joalheria funcionando. “Foram três moleques que vieram na hora do almoço e pegaram duas ou três bandejas de prata. [Eles] entraram sem arma. Enquanto um pediu para dar uma olhada com a moça que estava atendendo os outros pegaram [as joias] e saíram correndo. Só que a polícia pegou [eles] em duas horas e meia e recuperou tudo”, afirmou Sanches.

Mesmo trabalhando em uma região considerada de grande movimento diário e com várias câmeras de segurança, Sanches deu a entender que as forças estão se esgotando diante da criminalidade. “Eu não tenho o que falar. Eu me sinto assim. A gente perde a liberdade, perde a privacidade. Não dá para descrever”, finalizou o joalheiro.

ESTATÍSTICAS

A Secretaria Estadual de Segurança Pública (SSP) ainda não divulgou os dados estatísticos para os crimes de furto nos meses de outubro e novembro em todos os 645 municípios paulistas. Em São João, todas as delegacias da cidade registraram em setembro o volume de 35 furtos, quantidade menor a agosto, quando houve 52 práticas criminosas.

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