Por Marcelo Gregório
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São João da Boa Vista registrou, nos últimos 15 dias, 43 casos de Covid-19, segundo dados divulgados pelo Departamento Municipal de Saúde. Essa quantidade de casos pode ter ligação com a variante Éris, definida com menor gravidade ou risco de morte, entretanto, com maior possibilidade de transmissão.
Em reportagem recente do O MUNICIPIO, os números da Saúde diziam que na cidade 36 pessoas contraíram a doença em agosto, enquanto que no mês anterior houve apenas seis diagnósticos positivos. Agora, quase final de setembro, os casos tiveram salto considerável para mais de 40.

VACINAS DISPONÍVEIS
Em São João, há poucos interessados em tomar o reforço com a aplicação da dose bivalente. Mesmo assim, o Departamento de Saúde orienta que todas as 14 unidades mantidas pela Prefeitura têm disponível o imunizante da Pfizer. No início do mês, foi apurado pela reportagem que mais de 5.500 pessoas deixaram de tomar a segunda dose e outros 250 munícipes ainda não tinham comparecido aos locais de vacinação para a aplicação da terceira dose. “Atualmente, apenas 19,95% (14.744) das pessoas elegíveis para o reforço da bivalente”, confirmou a pasta da Prefeitura.
ATENÇÃO REDOBRADA
Embora a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomende o uso de máscara, não existe mais a obrigatoriedade. Com essa brecha, é cada vez menor o volume de pessoas utilizando o acessório de proteção. Em São João, na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), Unidades de Saúde, hospitais, clínicas particulares, por exemplo, é raro ver munícipes com a parte do rosto encoberta como forma de proteção.
Mesmo sem a exigência, a Anvisa indica que pessoas mais suscetíveis a contrair a Covid-19 devem ficar atentas para não serem surpreendidas pela doença. Assim, para a diminuição dos casos, é necessário que as recomendações não sejam ignoradas, principalmente pelo público-alvo formado por idosos acima de 65 anos, pessoas com imunodeficiência ou comorbidades, pacientes com sintomas respiratórios ou positivos para Covid-19 e seus acompanhantes, bem como pacientes que tiveram contato próximo com caso confirmado no período de transmissibilidade da doença (10 dias).
A máscara também é indicada para os profissionais que fazem a triagem de pacientes, profissionais do serviço de saúde, visitantes acompanhantes em áreas de internação, como enfermarias, quartos, Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), entre outras repartições. “Existe a recomendação, mas não é uma obrigatoriedade”, afirmou a pasta municipal.
Desde o início da pandemia, em 2020, a cidade contabilizou mais de 31.500 casos. Ao todo, 389 perderam a vida em decorrência de complicações provocadas pela doença.




