Segurança e Trânsito usará drone para monitorar fluxo de veículos

Por Clovis Vieira
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Um drone, no valor aproximado de R$ 6.000, já está disponível no Departamento de Segurança e Trânsito e será utilizado para monitorar o movimento de autos da cidade. “Ele vai ser utilizado para detectar problemas pontuais nas ruas, bem como nos auxiliar em nossos estudos de melhoria no tráfego, nos locais que já apresentam problemas”, esclareceu o diretor da pasta, Carlos Eduardo dos Santos Monteiro.

De acordo com ele, falta agora os funcionários receberem instruções sobre como manusear o aparelho para que essas operações tenham início. “É um drone considerado de ótima qualidade, cujas imagens vão nos auxiliar nesse sentido. Hoje, nós perdemos horas, às vezes sob o sol forte, observando pessoalmente o número de veículos que transitam por uma via, para tomar algumas providências que melhorem uma situação”. Monteiro, no entanto,  não informou quando esse drone entrará em operação.

Do alto: drone permitirá melhor análise do trânsito nas ruas (Arquivo/Aldeia Criativa)

ENGARRAFAMENTO

Esta semana, leitores procuraram O MUNICIPIO apontando problemas de ‘engarrafamento’, que duram até 30 minutos em horário de pico, no fluxo do primeiro quarteirão da rua Nossa Senhora Aparecida, no São Lázaro. Aquele trecho é de mão dupla e tem comércio em ambos os lados. “São João tem uma malha viária antiga, que não foi feita para atender a demanda atual do movimento que se vê. A cidade conta, hoje, com 79.205 veículos licenciados”. O titular cita lei federal que estabelecia data limite para que todos os municípios brasileiros apresentassem seu plano de mobilidade urbana: abril de 2024.

“Porém, apenas em torno de 1.800 cidades tiveram capacidade de elaborar esse projeto. Diante disso, foi editada a Medida Provisória nº 1.179, de 2023, que prorrogou esse prazo para abril de 2025”. Ao mesmo tempo, o governo abriu inscrições às prefeituras, para angariarem recursos voltados à elaboração de um projeto de mobilidade urbana. “São João já se inscreveu para receber esse recurso, montante que o município não tem condições financeiras nem capacidade técnica de bancar, por ser um plano muito custoso”.

SOLUÇÕES

“Em problemas pontuais como esse citado pelo jornal, nós fazemos análises procurando soluções, principalmente para horários de pico”, esclareceu. O diretor apontou que São João tem ruas com largura estreita, variando entre 7 e 9 metros, que não comportam estacionamento em ambos os lados e, em alguns casos, mão dupla de direção. Uma solução, de acordo com ele, seria vetar um dos lados de estacionamento no horário das 17h30 às 18h30, “criando assim mais uma faixa de rolamento e reduzindo o problema de congestionamento.

Ele lembra que qualquer medida tomada em uma via causa impacto para os moradores e, principalmente, para o comércio daquele local. “A ideia é realizar audiências públicas para explicar essas questões aos comerciantes, considerando que naquele horário citado alguns comércios já estão encerrando suas atividades”. A busca, de acordo com ele, é por soluções que atendam à população e usuários que se utilizam daquele local naquele momento.

“Nós temos sempre que considerar o benefício que uma medida traz para a maioria”, finalizou.

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