Mau cheiro em piscinão deriva da falta de manutenção

Por Marcelo Gregório
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O mau cheiro exalado pelo Piscinão do Córrego Bananal em São João da Boa Vista, entre os bairros Vila Brasil e DER, e o acúmulo de areia dentro do equipamento público, construído para reduzir riscos de enchentes, têm provocado reclamações.

Moradores da rua Henrique Martarello, via principal do piscinão, incluindo até mesmo pessoas de outros bairros que utilizam a pista de caminhada no entorno, estão descontentes com o que veem e sentem no local.

Aos montes: areia acumulada no interior do piscinão não tem data para ser removida (Marcelo Gregório/O MUNICIPIO)

LIMPEZA PELA METADE

A cabeleireira Lucimara Todero relatou não aguentar mais a situação. “É um mau cheiro terrível você passar ali quando tem sol. Não tem condição de caminhar por causa da sujeira, sem contar que o meu cachorro pegou uma doença lá e ficou quase sem pelo. Eles limpam a metade e vão embora. Nem terminam e está cheio de mato e areia. Já fui várias vezes na Prefeitura e não adianta”, denunciou Lucinha, como é conhecida.

Do outro lado do piscinão, no Jardim Fleming, início da rua Bezerra de Menezes, perto do Centro Social Urbano (CSU), reside a aposentada Irene Casarino. A exigência dela é para que o problema seja resolvido de forma definitiva. “Vejo um descaso muito grande a todos os moradores e pessoas que caminham no local, pois o mau cheiro é forte e insuportável. Quanto à limpeza, [também] deixa a desejar, pois é feita por etapa”, explanou Casarino.

SEM PRESSA

Questionado sobre o volume de areia dentro do equipamento, o Departamento Municipal de Meio Ambiente, Agricultura e Abastecimento sintetizou que providenciará a remoção, no entanto, não informou quando será feito o serviço. “A areia será retirada aos poucos. Já amontoamos, porém, não tem como tirar tudo de uma vez”, explicou o diretor Ezequias Ferreira de Araújo Junior.

SABESP

Quanto ao odor relatado pelos moradores, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) manifestou-se por meio de nota que vistoriou o córrego na quinta-feira (27) e “verificou que não se trata de extravasamento de esgoto, mas de água oriunda das galerias de água de chuva, cuja responsabilidade não é da Companhia”. A resposta ainda incluiu que as redes de esgoto no local indicado estão operando normalmente.

CONSTRANGIMENTO

A comerciante Maria Aparecida de Carvalho Pereira, dona de um bazar infantil ao lado do piscinão, alegou que se já sentiu várias vezes acuada ao receber clientes na loja dela em razão do mau cheiro. “Não só nós, mas os clientes que vêm aqui. A gente fica constrangida e prejudica. Começaram tirando a sujeira, ficaram três quatros dias e não voltaram”, cobrou Pereira.

APOIO DA POPULAÇÃO

Conforme a reportagem apurou, parte do canal do córrego, ao menos a metade, foi encoberta pela vegetação. Embora providências mereçam ser tomadas, o local também precisa do apoio e colaboração da população para que garrafas e sacolas plásticas e outros objetos não sejam vistos fora das lixeiras disponíveis no equipamento.

ESTRUTURA

O Piscinão do Bananal tem capacidade para armazenar 55 mil m³. Em várias ocasiões de chuvas intensas, o equipamento já foi visto completamente cheio, evitando que o volume de água prejudicasse residências e estabelecimentos comerciais nas imediações. A pista de caminhada tem 1.416 m² e 78 postes com iluminação LED, bem como lixeiras e bancos.

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