Crime praticado contra advogado traz alerta sobre segurança

Por Marcelo Gregório
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A morte cruel do advogado Luís Octávio Martins Milan (34), ocorrida na sexta-feira (21), no Distrito Industrial de São João, com a participação de ao menos quatro pessoas — um jovem de 21 anos e três adolescentes — traz um alerta à população sanjoanense sobre crimes que antes eram registrados em grandes cidades.

A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) apura se o suposto encontro marcado via aplicativo, entre o principal suspeito e a vítima, teria sido o início da prática do crime. Milan teve o carro roubado e depois acabou morto de forma brutal a pedradas. O crime é apontado como roubo seguido de morte (latrocínio) e ocultação de cadáver, mas as investigações seguem para que detalhes possam contribuir com o desfecho do caso. Segundo a reportagem apurou, foi decretado sigilo sobre o inquérito policial.

Vítima: Luís Octávio Martins Milan tinha 34 anos (Reprodução/Facebook)

SUSPEITOS DO CRIME
Marcus Vinícius Rodrigues (21), principal suspeito da morte, foi preso em flagrante e outros dois adolescentes apreendidos. O terceiro infrator, de 17 anos, foi apreendido nesta terça (25).
A prisão de Rodrigues ocorreu em Aguaí (SP), após o veículo roubado dirigido por ele ter sido perseguido e interceptado pela Polícia Militar. Ao ser abordado, ele teria confessado o crime e indicado o local onde o corpo de Milan havia sido deixado.

DESCOBERTA
De acordo com o boletim de ocorrência, os policiais militares chegaram até os suspeitos após terem sido informados que um carro estaria trafegando por ruas de São João em atitude suspeita, com quatro pessoas no interior, sentido a Aguaí. Houve perseguição, eles tentaram fugir, mas a polícia agiu de forma rápida. Encontrado com as vestes sujas de sangue, o jovem teria confessado que matou o advogado a pedradas, com a participação dos adolescentes, e, em seguida, abandonou o corpo em área de mata.

Advogado morreu a pedradas após ter carro roubado em São João da Boa Vista (Divulgação/Polícia Militar)

DEPOIMENTOS
Ao ser interrogado, o suspeito relatou à polícia que marcou um encontro via aplicativo Tinder com o proprietário do veículo durante a madrugada. Depois, segundo registrado no boletim de ocorrência, emitiu outra versão dizendo que umas pessoas, de Campinas, encontraram o dono do carro e foram até o Distrito Industrial, onde ocorreu uma discussão e a vítima foi morta. Enquanto ocorria toda a movimentação, sem saber, o pai do advogado comparecia ao Plantão Policial para fazer o registro do desaparecimento do filho.

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