Da Redação
O júri popular do ‘Caso Foguinho’, que seria na manhã desta terça-feira (14), no Tribunal do Júri de Mogi Guaçu (SP), não contou com a presença dos advogados de defesa e foi adiado para 19 ou 20 de abril.
De acordo com informações do portal ‘A Cidade On’, a assessoria de imprensa do escritório de advocacia responsável pela defesa dos réus, informou que o advogado da ação está com restrição médica e não compareceu. O advogado passou por uma angioplastia em fevereiro, o que impossibilitaria a participação na audiência. Um pedido de adiamento chegou a ser feito no Tribunal de Justiça, mas foi negado.
Os homicídios dolosos — quando há intenção de matar — por acidente de trânsito que vitimou de forma fatal o treinador José Carlos Chessa Luis, o Foguinho do Reio, 63, e a atleta Paloma Heloísa dos Reis, 20, completará dez anos em quatro meses.

COLISÃO
O caso ocorreu em 13 de julho de 2013. Na época, as vítimas estavam em um VW Gol, acompanhadas da treinadora Cristiany Boratto.
Os três amigos haviam acabado de sair de um show, durante a Eapic. Ao voltarem para casa, foram atingidos por uma caminhonete Toyota Hilux que disputava um racha na pista.
A colisão ocorreu na rodovia SP-342, que liga São João da Boa Vista a Aguaí. Foguinho e Paloma morreram — ele na hora e ela 15 horas depois —, enquanto que Cristiany sofreu ferimentos leves.
RACHA NA PISTA
De acordo com informações divulgadas pela Polícia Civil, os empresários André Tonizza Sanchez e Paulo Eduardo Bittencourt Noronha vinham a uma velocidade maior do que a permitida, apostando corrida na rodovia.
Conforme apurado, Sanchez conduzia uma Toyota Hilux e, ao ultrapassar a Volkswagen Amarok de Noronha, retornou à pista da direita e atingiu a traseira do VW Gol conduzido por Foguinho.
Os réus foram denunciados pelos crimes de homicídio qualificado (por motivo fútil e por meio que impossibilitou a defesa das vítimas), embriaguez ao volante e disputa de racha, por duas vezes — devido às duas mortes ocorridas — na modalidade consumada e também na modalidade tentada — em relação à vítima que sobreviveu. Noronha ainda foi denunciado por entregar veículo a pessoa sem condições de dirigir, uma vez que a caminhonete envolvida no acidente estava registrada no nome de sua empresa.
Sanchez e Noronha foram transferidos para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Serra Azul, onde permaneceram seis meses presos. Após duas liminares de absolvição negadas, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) concedeu, em 23 de janeiro de 2014, habeas corpus aos empresários, que ficaram livres desde então.



