Prefeitura rechaça boatos sobre construção de galpões

Por Bruno Manson
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Mesmo antes de ser iniciada, a construção de três barracões previstos no cronograma da Prefeitura de São João já tem gerado polêmica e fomentado boatos. Os galpões totalizam um investimento de R$ 2 milhões e estão inclusos no pacote de obras anunciado ano passado.

A desinformação em torno desses barracões se deu por conta de um pequeno detalhe: na relação publicada pela administração municipal, a obra aparece descrita como “Construções de Barracões Páteo” (sic). A partir daí, especulou-se que os galpões seriam instalados na área que abrigava o antigo Pátio Centralizador de Serviços, situada às margens da avenida Dr. Durval Nicolau, no Jardim Priscila. Como o local estaria destinado a um futuro Parque de Lazer, os rumores causaram alvoroço entre os defensores deste espaço.

Obras: Pátio Centralizador de serviços terá mais três galpões para atender demanda dos departamentos municipais (Reprodução/Prefeitura de São João)

ESCLARECENDO OS FATOS

Ao tomar conhecimento do caso, o jornal O MUNICIPIO entrou em contato com a Prefeitura de São João a fim de esclarecer a polêmica. De acordo com a gestão municipal, os barracões mencionados no cronograma de obras serão implantados junto ao novo Pátio Centralizador de Serviços, situado no Jardim Capituva. “O local foi escolhido, pois os referidos barracões serão construídos para melhor alocar e aumentar o espaço de armazenamento dos Departamentos de Obras e Serviços Públicos, Departamento de Trânsito e Segurança e o Almoxarifado, mantendo assim todos os serviços centralizados no local mencionado. A dimensão dos barracões é cerca de 600 m² cada”, explicou Dirceu Batista Fernandes, diretor do Departamento Municipal de Gestão e Planejamento Urbano.

SITUAÇÃO ATUAL DA ÁREA

Em agosto do ano passado, o governo Teresinha relatou que fazia um estudo do terreno do antigo Pátio Centralizador de Serviços e que também estava desenvolvendo um projeto de uso para o local. “A sondagem foi feita e o levantamento das características do solo está pronto. No entanto, surgiram outras demandas que foram classificadas como mais urgentes. A gestão optou por manter o projeto de um parque a ser construído no local, além de iniciar as tratativas para definir quais equipamentos farão parte desta área de lazer”, relatou Fernandes.

“A gestão está sendo feita de forma consciente, respeitando a base orçamentária, por isso não é possível executar todas as obras de uma vez. Para que isso aconteça de forma transparente e exista consistência nas decisões, a prefeita Teresinha e os diretores municipais debatem, frequentemente, quais são as principais demandas do município. Há um equilíbrio entre a capacidade operacional e o orçamento”, finalizou.

ENTENDA O CASO

Com 33 mil m², o terreno — que no passado abrigou aterro sanitário e, posteriormente, o antigo Pátio Centralizador de Serviços — possui nascente e foi preparado pela administração anterior para ser um parque de lazer, porém, atualmente encontra-se praticamente abandonado, sendo frequentado à noite por casais e grupos de jovens.

Em 2021, o Ministério Público instaurou um procedimento preparatório de investigação para apurar possível interesse da Prefeitura de São João em vender esta área e outros dois terrenos municipais. Na época, a administração municipal descartou a hipótese de venda desses imóveis, além de informar que avalia a possibilidade de utilizar uma fração da área do antigo Pátio Centralizador de Serviços para a implantação da Casa da Mulher, um centro de apoio às vítimas de violência doméstica.

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