Membros de nova CPI definirão trabalhos na segunda

Por Bruno Manson
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Diante dos problemas ocorridos na implantação da Etapa 5 do Distrito Industrial, a Câmara Municipal instaurou uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar eventuais irregularidades, incluindo a má gestão do dinheiro público na criação desta área.

Construído entre 2014 e 2016, o local encontra-se inutilizado devido a um erro na execução da obra: os postes de iluminação foram instalados em cima das redes de água e esgoto, obstruindo toda a edificação e impedindo assim a instalação de empresas no local.

Corrigindo o erro: Prefeitura terá que refazer redes de água e esgoto da Etapa 5 do Distrito Industrial (Divulgação/Prefeitura de São João)

Diante disso, um grupo de vereadores apresentou na segunda-feira (2) um requerimento pedindo a instauração de um procedimento para averiguar este caso, desde a desapropriação da área a até a atual situação. A medida foi aprovada por unanimidade, com votos contrários apenas de Claudinho (MDB), Carlos Alberto da Cruz (PSDB) e Júnior da Van (PSD). Já Gustavo Belloni (PODE) não estava presente na ocasião.

A COMISSÃO

A CPI foi implantada na segunda-feira (9) e será presidida por Rodrigo Barbosa (PSB), uma vez que foi o primeiro signatário do requerimento. A Comissão será composta por mais quatro vereadores, de acordo com a proporcionalidade partidária da Casa de Leis: Carlos Gomes (representando a bancada do PL), Heldreiz Muniz (pela Rede),Claudinei Damalio (PSD) e Carlos Alberto da Cruz (PSDB). Com esta definição, os membros deverão se reunir para definir quem será o relator.

INÍCIO DOS TRABALHOS

Em entrevista ao O MUNICIPIO, Barbosa relatou que, após a sessão ordinária desta segunda-feira (16), pretende reunir com os demais membros da CPI para definir o início dos trabalhos e outros detalhes.

PREJUÍZO

De acordo com o Departamento de Desenvolvimento Econômico, a área da Etapa 5 somente estará regularizada depois que um novo duto de água seja finalizado de forma adequada e que toda a implantação das redes de água e esgoto seja refeita. “Os reflexos negativos geram ao município um prejuízo de anos com a área parada. Desde que a Etapa 5 foi iniciada, e não concluída, são mais de oito empresas que não podem utilizar a área, impactando a geração de empregos e renda, além do prejuízo com os custos realizados em obras irregulares, bem como o dispêndio de energia e pessoal para a regularização”, informou o diretor Osires Colosso Filho, responsável pela pasta.

Conforme já debatido na Câmara Municipal, apura-se que todo este problema tenha acarretado um prejuízo em torno de R$ 20 milhões para o Poder Público e a cidade.

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