Em São João, 556 jovens de 16 a 18 anos já emitiram o título em quatro meses

Por Ignácio Garcia
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O jovem brasileiro está antenado ao que vem acontecendo no Brasil. Ele sabe, por exemplo, que 2022 é ano de Eleições Gerais e que o voto é uma grande oportunidade para exercer a cidadania, ajudando a decidir os rumos do País. Por isso, atendendo ao chamado da Justiça Eleitoral, até o dia 21 de março deste ano, 854.685 jovens de 15 a 18 anos já haviam solicitado a emissão do primeiro título de eleitor.

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), este número corresponde a quase dois terços do total de jovens que se alistaram para votar nas Eleições Municipais de 2020 e sinaliza uma quebra na tendência de queda nos números de eleitores nessa faixa etária que vinha se registrando na última década. Vale lembrar que o prazo para se alistar se encerra no dia 4 de maio.

Em São João da Boa Vista, por exemplo, embora a procura nesta faixa etária não tenha aumentado nos últimos quatro meses em razão da aproximação do fim do cadastro, o chefe do Cartório Eleitoral local, Domênico Costa, informa que 556 alistamentos na faixa dos 16 a 18 anos foram realizados na cidade desde 23 de novembro passado. “Tanto on line quanto presencial. Mas a média está mantida e só tende a aumentar no mês de abril, por conta do fechamento do cadastro”, explicou.

Título: quem não tirar até maio, só poderá pedir a emissão depois da eleição e votar em 2026 (©Reprodução/Política e etc)

JOVEM ELEITOR DE 2022

O aumento no número de jovens que procuraram a Justiça Eleitoral para tirar o título é resultado da campanha da Semana do Jovem Eleitor de 2022, que terminou em 18 de março, e do apoio de artistas, de influenciadores digitais, de diversas personalidades, de instituições públicas e privadas e da mídia.

Para se ter ideia das dimensões do movimento de conscientização dos jovens eleitores, o tuitaço organizado pelo perfil no Twitter do TSE em 16 de março contou com a adesão de milhares de usuários das redes sociais e atingiu mais de 88 milhões de pessoas em um único dia.

VONTADE DE TER VOZ

O estudante Liv de Lima tem 17 anos e está ansioso para tirar o título de eleitor e ainda mais na expectativa para votar nas próximas eleições gerais. Interessado por política e consciente, ele comenta que sempre teve contato com pessoas debatendo sobre qual a melhor decisão a ser tomada pelo País no quesito de presidência. “Então, pesquisando um pouco sobre e entendendo melhor sobre política no geral, sinto que devo ter voz como cidadão brasileiro, em busca de um caminho melhor para o País, já que estas decisões afetam na vida cotidiana de todos”, afirmou.

Acerca das pessoas que expressam suas opiniões em redes sociais, o aluno foi certeiro: “já estão agindo, mesmo que indiretamente, neste quesito, apresentando informações e expondo suas ideias sobre o tema, gerando debates que muitas das vezes são repletos de conteúdo”.

João Gabriel da Silva Freire, 16, também estudante, ainda vai emitir o documento e diz que o que o motivou desde o início. “O que ainda me motiva até hoje na criação do meu título de eleitor, é poder ter um governador que represente meus ideais e um presidente que faça um bom governo para o País. Além disso, fico motivado a poder exercer meus direitos políticos na sociedade”, contou.

Em relação à manifestação política dos jovens nas redes sociais, João Gabriel cravou:

“Gostaria que eles fizessem acontecer na vida real, que eles tenham a mesma motivação na hora de criar o título de eleitor e votar”.

A aluna Esther Bruscato, 17, conta que a vontade de tirar o título de eleitor surgiu depois de muitas conversas sobre o assunto. Com a orientação de pessoas mais experientes, ela decidiu tirar o documento para fazer a parte dela pelo Brasil. “Tirando o título, recebo o direito de agir de acordo com meus princípios, para assim, tentar fazer alguma mudança”, completou.

E a estudante tem opinião sobre os jovens que debatem sobre política nas redes (sociais). Para ela, mesmo que não se movimentem para poder votar, ainda contribuem levando informações para os demais. “Conforme eles recebem informações, e ficam cientes do que acontece, acabam pesquisando os motivos. Com esta independência, começam a formar suas próprias opiniões sem muita influência externa”, concluiu.

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