Por Ignácio Garcia
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São José do Rio Pardo (SP), distante cerca de 51 quilômetros de São João da Boa Vista, contará com o curso de Medicina em 2022, lançado pela Universidade Paulista (Unip), com vestibular programado para janeiro.
O campus Rio Pardo e outros três campi da instituição de ensino superior – Alphaville, Campinas, Sorocaba – no Estado de São Paulo passarão a contar com o curso. Ao todo, serão 400 vagas distribuídas entre os quatro municípios paulistas.
Da graduação ao doutorado, a Unip conta com 27 campi, centenas de polos em EaD e dezenas de parcerias internacionais. Abrange todas as áreas do conhecimento e conquistou excelentes conceitos junto ao Ministério da Educação. Há mais de uma década, é considerada uma das preferidas pelo mercado profissional.
De acordo com Sandra Miessa, reitora em exercício da Unip, o desafio pelo lançamento do curso foi intensificado com o advento da pandemia da Covid-19, que bateu às portas das salas de aula presenciais, fazendo com que os professores passassem a ‘ir’– de forma online – às residências dos alunos, para ministrar aulas.
No entanto, conforme explica Sandra, em plena emergência pandêmica, a saúde precisava salvar. “Se no dia a dia da Unip, cursos como Psicologia, Medicina Veterinária, Odontologia, Biomedicina, Fisioterapia, Enfermagem – este que, aliás, é aceito no Canadá -, sempre atenderam à população, como interromper essa missão?”, questionou.
De acordo com Sandra, munidos de muitos protocolos de biossegurança, os estudantes receberam aulas práticas, entraram nos laboratórios e exerceram estágios, tudo presencialmente. Mantiveram o necessário distanciamento, mas não se afastaram dos cuidados com a saúde.
“Da população ribeirinha do Estado do Amazonas a clínicas e hospitais localizados em diferentes regiões brasileiras, jalecos, máscaras e luvas da Unip ensinaram, aprenderam, atenderam. Ofereceram postos de vacinação e de coletas de alimentos e agasalhos. Mediram a alta pressão da pandemia. Auscultaram os sopros da esperança. Ouviram sobre dor. Pronunciaram palavras de carinho e de aconchego”, lembrou.
Diante destes acontecimentos, abriu-se o questionamento sobre o que mais faltava para a universidade propor-se a oferecer. “A Medicina? Sim, a Medicina! Com o curso aprovado pelo MEC [Ministério da Educação] há décadas, a Unip chegou a 2021 disposta a encarar o desafio de preparar e formar médicos”, afirmou.
Por fim, Sandra destaca: “Quando nos lembramos de que a nossa história nasceu pelas mãos de médicos, nada como olhar e dizer: Está tudo bem. A Medicina da Unip virá com saúde”, finalizou.

COMEÇO
João Carlos Di Genio era estudante de medicina quando tornou-se professor de física em um curso para vestibulares. No final de 1965, ao sair da instituição em que ministrava aulas, os alunos disseram que o seguiriam para onde fosse.
Di Genio, então, decidiu abrir um curso preparatório para o vestibular de Medicina, a fim de atender aos estudantes. Para ajudar na tarefa, convidou dois médicos, TadasiItto e Roger Patti, e um colega estudante de Medicina, Drauzio Varella. Assim, em 8 de dezembro de 1965, o Objetivo começou o seu curso na história da educação brasileira.
Em 1971, chegou o Colégio Objetivo, no rumo do curso. Em 1972, abriram-se as portas das primeiras Faculdades Objetivo. Em 1988, foi reconhecida a Universidade Paulista (Unip).


