Poços de Caldas é alvo de operação contra fraudes no Auxílio Emergencial

Operação: Terceira Parcela mobilizou mais de 200 agentes federais em quatro estados (Divulgação/Polícia Federal)

A Polícia Federal (PF) deflagrou na quinta-feira (18) a operação Terceira Parcela para combater fraudes no pagamento do auxílio emergencial em Minas Gerais, Bahia, Paraíba e Tocantins. Poços de Caldas esteve entre as cidades investigadas durante a ação.

Segundo a apuração da PF, a suspeita é que criminosos usavam recursos do benefício, de pessoas que não tinham solicitado a ajuda, utilizando os valores recebidos para o pagamento de boletos. A operação buscou provas da atuação dos fraudadores.

Ao todo, foram expedidos 66 mandados de busca e apreensão em 39 cidades de Minas Gerais e outros sete mandados na Bahia, Tocantins e Paraíba. A ação teve a participação de mais de 200 agentes federais e é uma continuidade de outras duas operações deflagradas pela Polícia Federal no ano passado.

 

1ª E 2ª PARCELAS

A investigação começou em 2020, a partir de reclamações feitas na Caixa Econômica Federal e o cruzamento de dados com o núcleo de inteligência da PF. No dia 9 de novembro, a operação Primeira Parcela ocorreu nos estados de São Paulo, Bahia e Tocantins. Foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão e quatro pessoas foram presas.

A ação – considerada pela Polícia Federal como a maior do país – foi resultado do trabalho feito por diversos órgãos e instituições públicas para combater fraudes no pagamento do auxílio emergencial. Nesta primeira operação, foi contabilizado que os prejuízos causados pela quadrilha aos cofres públicos giram em torno de R$ 350 mil, somente em São Paulo.

Já a operação Segunda Parcela foi deflagrada um mês depois, em 10 de dezembro. Nesta ação, a PF enviou equipes para investigar estas fraudes em 14 estados: Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraíba, Espírito Santo, Bahia, Santa Catarina, Tocantins, Paraná, Goiás, Rio Grande do Sul, Maranhão, Piauí e Mato Grosso do Sul. Na ocasião, foram cumpridos 42 mandados de busca e apreensão, 13 mandados de sequestro de bens e sete pessoas foram presas. Durante a segunda etapa da operação foi determinado o bloqueio de valores de até R$ 650 mil, em diversas contas que receberam benefícios fraudados.

 

TERCEIRA PARCELA

A ação é fruto do trabalho conjunto da Polícia Federal, Ministério Público Federal (MPF), Ministério da Cidadania, Caixa Econômica Federal, Receita Federal, Controladoria-Geral da União (CGU) e Tribunal de Contas da União (TCU), que participam da Estratégia Integrada de Atuação contra as Fraudes ao Auxílio Emergencial (Eiafae), cujos principais objetivos são a identificação de fraudes massivas e a desarticulação de organizações criminosas.

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