
Na quarta-feira (17), quando teve início a Quaresma para os católicos, foi lançada a Campanha da Fraternidade 2021. E este ano ela está sendo ecumênica, ou seja, reunindo as igrejas cristãs e não apenas as católicas. Vale destacar que esta é a quinta edição ecumênica da campanha, sendo que a primeira nesse formato foi no ano 2000.
O tema escolhido é ‘Fraternidade e diálogo: compromisso de amor’ e o lema ‘Cristo é a nossa paz: do que era dividido, fez uma unidade’ (Ef 2,14). O texto-base da Campanha da Fraternidade Ecumênica 2021 destaca que a realização nesse formato, “mais do que identificar temas e lemas para serem refletidos nas comunidades, nas escolas e nos movimentos, é um sinal de esperança almejado por pessoas que nos antecederam na caminhada ecumênica”.
POLÊMICA
Assim que anunciada como ecumênica, a Campanha da Fraternidade começou a causar polêmica, um pouco também em razão de assuntos delicados para a Igreja Católica abordados no texto, que foi produzido pelo Conic (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs).
Um dos temas que causou bastante debate foi o conteúdo sobre ideologia de gênero, mas a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) rapidamente emitiu nota de esclarecimento, por meio da qual reforça que “a Igreja tem sua doutrina estabelecida a respeito das questões de gênero e se mantém fiel a ela”.
A CNBB ainda ressaltou que, diante da polêmica causada por este conteúdo, cada bispo deverá informar seu povo sobre a CF 2021. E declarou que “a Campanha da Fraternidade é um valor que não podemos descartar”.
RECURSOS
Em relação aos recursos que serão arrecadados por meio da Coleta da Solidariedade durante o ofertório nas Missas de Domingo de Ramos, e destinados a apoiar diferentes projetos no Brasil, a CNBB garante que eles serão aplicados em situações que não agridam os princípios defendidos pela Igreja Católica.
ECUMENISMO
A Campanha da Fraternidade é celebrada pela Igreja no Brasil no tempo da Quaresma. A cada cinco anos, é realizada de forma ecumênica, como ocorre neste ano de 2021. Quando acontece a Campanha da Fraternidade Ecumênica, a coordenação e preparação da mesma – incluindo o seu texto-base – é de responsabilidade do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs, do qual também faz parte da Igreja Católica.
Neste sentido, a CNBB, em nota, destaca a “causa ecumênica” e afirma que esta “se mantém importante”. Neste sentido, cita a Encíclica Ut Unum Sint, de São João Paulo II, ao ressaltar que “uma comunidade cristã que crê em Cristo e deseja com o ardor do Evangelho a salvação da humanidade não pode, de forma alguma, fechar-se ao apelo do Espírito que orienta todos os cristãos para a unidade plena e visível. O ecumenismo não é apenas uma questão interna das comunidades cristãs, mas diz respeito ao amor que Deus, em Cristo Jesus, destina ao conjunto da humanidade; e criar obstáculos a este amor é uma ofensa a Ele e ao Seu desígnio de reunir todos em Cristo”, frisou.




