Dr. Joaquim Cândido de Oliveira Neto foi mais uma vítima da Covid-19

Luto: jornalismo sanjoanense perde um dos seus mais ilustres comunicadores (Arquivo/O MUNICIPIO)

No domingo (31), o diretor do Jornal O MUNICIPIO, dr. Joaquim Cândido de Oliveira Neto, faleceu, aos 81 anos, por consequência das complicações causadas pela Covid-19.

Por volta do dia 5 de janeiro, de acordo com a família, dr. Joaquim sentiu-se mal e foi até o plantão do Hospital e Maternidade Unimed, de onde foi encaminhado para a ala Covid, por suspeita da doença. Lá ficou por três dias no monitoramento, tendo alta sem o resultado do exame. Neste mesmo dia, fez um exame em laboratório particular e o resultado foi negativo.

Dois dias depois, saiu o resultado do exame feito dentro do hospital, que também foi negativo, conta a família.

Dr. Joaquim voltou a se sentir mal no dia 12, quando os médicos optaram por interná-lo. Dias depois, o estado de saúde do diretor do O MUNICIPIO começou a agravar e exames revelaram que ele estava acometido pela doença causada pelo novo coronavírus.

Por ser diabético e hipertenso, e já em idade avançada, os efeitos da Covid-19 levaram dr. Joaquim à UTI, onde precisou ser sedado e intubado. Foram 19 dias internado e lutando contra uma doença que já vitimou milhões de pessoas pelo mundo e mais de 226 mil apenas no Brasil.

Familiares, colaboradores do jornal e amigos iniciaram uma intensa campanha de oração em busca de sua recuperação. Foram mais de duas semanas de angústia aguardando informações, sem ao menos poder visitar ou ver o diretor do jornal.

Mas a notícia que este jornal jamais desejou trazer em suas páginas e plataformas digitais chegou no dia 31 de janeiro: dr. Joaquim perdeu a batalha para a Covid-19, assim como tantos e tantos brasileiros. Foram 19 dias internado até vir a falecer, por falência renal e outras complicações em consequência da Covid-19.

Dr. Joaquim era casado com Vera Lucia de Rezende Mourão e Oliveira e deixa os filhos Joaquim e Isabel, os netos Gabriela, Gustavo e Rafael.

A família do diretor do O MUNICIPIO faz questão de agradecer as orações e mensagens de amigos e de todos que gostavam do dr. Joaquim e faz um alerta para quem julga que a Covid-19 não é uma doença perigosa.

Por ter falecido vítima da Covid-19, a família ainda viveu outro sofrimento: não pôde velar o seu corpo e nem ao menos vê-lo para um último adeus.

Diretor do O MUNICIPIO era referência no meio jurídico

Dr. Joaquim: um dos mais respeitados constitucionalistas (Arquivo/O MUNICIPIO)

Dr. Joaquim Cândido era uma referência no meio jurídico no Estado de São Paulo. Formado em Direito pela PUC de Campinas, em 1965, fez mestrado e doutorado na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco (USP), em 1978 e 1989, respectivamente.

Ainda cursou Direito Público e Comercial na PUC de Campinas e tornou-se um dos mais respeitados constitucionalistas. Com o reconhecimento, foi recebido como sócio da Associação Brasileira dos Constitucionalistas – Instituto ‘Pimenta Bueno’.

Dr. Joaquim foi procurador da cidade de São Paulo, cargo em que se aposentou, e lecionou por muitos anos na Faculdade de Direito de São João da Boa Vista (então FEOB). Era convidado, com frequência, para compor bancas de mestrado e doutorado em diversas universidades públicas e privadas.

Dr. Joaquim: um entusiasta de São João da Boa Vista

Unesp: em 2009, pedido pelo campus foi uma das bandeiras (Arquivo/O MUNICIPIO)

Na sua atuação enquanto empresário da comunicação, dr. Joaquim foi um dos maiores entusiastas do desenvolvimento de São João da Boa Vista, lutando por bandeiras importantes para os mais diversos segmentos.

Reconhecia com facilidade obras e empreendimentos que poderiam mudar a vida dos que residiam na cidade e garantir um futuro mais promissor a eles.

Foi neste caminho que elegeu alguns temas principais para defender nas páginas do O MUNICIPIO.

A educação superior, é claro, sempre foi a ‘menina dos olhos’ do diretor do jornal. Para ele, era a principal ferramenta de transformação da cidade. Foram anos de reportagens e dezenas de páginas defendendo a instalação da Unesp em São João, o que acabou tornando-se realidade.

A duplicação do ‘Funil da Morte’ (rodovia São João/Aguaí) também foi bandeira defendida com energia pelo diretor do jornal e sua equipe. Reportagens apontando a quantidade de vítimas fatais no trecho acabaram sensibilizando as autoridades estaduais à época e a duplicação chegou.

Enfim, foram muitas as bandeiras. Dr. Joaquim sempre fez jornalismo pensando na cidade, no interesse público e no bem das pessoas.

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