
Desde o início da pandemia até 11 de dezembro, foram notificados, em São João da Boa Vista, 69 casos positivos do novo coronavírus (Covid-19) em crianças de até nove anos, e notificadas 185 ocorrências como suspeitas e nenhum óbito confirmado do público infantil.
De acordo com dados do Departamento Municipal de Saúde de São João, entre os meses de outubro e novembro a cidade contabilizou 18 casos positivos e, de novembro até dezembro, 14 casos em apenas 11 dias — um aumento significativo de 77%.
“Geralmente as crianças são assintomáticas ou com sintomas leves e os pais não querem coletar o exame do RT-PCR [do inglês Reverse-transcriptase Polymerase Chain Reaction], por ser muito invasivo e não querer expor a criança; eles preferem esperar 20 dias após o início dos sintomas para coletar o teste rápido, que é o sorológico. Nós até entendemos a situação dos pais, mas a orientação é realizar a coleta, pois as crianças são como ‘carrinhos’, que circulam o vírus com os avós, pais e amigos, levando de um lado para o outro”, disse Jacqueline Candido, enfermeira da Vigilância da Saúde do Trabalhador.
INTERNAÇÃO
O único caso de internação dessa faixa etária foi de um sanjoanense de um ano; ele apresentava alguns sintomas, como falta de ar, no Centro de Atendimento ao Enfrentamento da Covid-19 em São João e foi transferido para o hospital de Ribeirão Preto (SP).
“Durante o atendimento perceberam que ele estava com a glicemia muito descompensada, encaminharam ele para Ribeirão [Preto], fizeram todos os exames e constataram que ele é uma criança diabética, por isso agravou a situação. Mas ele já está bem melhor e não apresenta mais sintomas”, destacou Vitória Sipolini, enfermeira da Vigilância Epidemiológica.
ÁREA DA SAÚDE
Segundo dados da Pasta, até 11 de dezembro, 9% dos profissionais da área da saúde tinham sido infectados pelo coronavírus, os outros 91% são das demais profissões.
“Quem a gente tinha mais medo de se infectar eram os profissionais da saúde, mas eles estão se cuidando, estão com medo, estão vendo a angústia respiratória dos pacientes e se protegendo melhor; agora, as demais profissões não tomam o mesmo cuidado, infelizmente”, comentou Ludimila Zan, enfermeira-chefe do setor de Vigilância Epidemiológica.




