Após aproximadamente um mês de investigações, a Polícia Civil finalizou o inquérito sobre o caso de agressão ocorrido mês passado na Vila 1º de Maio. O episódio ganhou grande repercussão nas redes sociais, uma vez que um dos envolvidos é o filho de um médico e político local. Ele é suspeito de ter reunido um grupo para bater em um rapaz com quem teve desavenças em uma festa particular clandestina.
Em entrevista ao jornal O MUNICIPIO, o delegado Fabiano Antunes de Almeida explicou que, durante as investigações, a Polícia Civil conversou com todas as pessoas envolvidas no caso e ainda conseguiu identificar os indivíduos que participaram do espancamento. “Foram identificados quatro agressores e o motivo da briga foi uma agressão ocorrida na noite anterior, em uma festa. Houve um revide”, revelou.
Segundo ele, o inquérito foi concluído semana passada e já foi encaminhado ao Poder Judiciário.
SEM COMPROVAÇÃO
Na época, um dos pontos relatados pela vítima seria que um dos membros do grupo estaria em posse de um soco inglês – uma arma branca utilizada em combates corpo-a-corpo, com quatro orifícios para encaixar nos dedos como anéis. Contudo, o delegado relatou que durante as investigações não ficou comprovado o uso deste item durante a agressão.
ENTENDA O CASO
Conforme consta no Boletim de Ocorrência nº 2.952/2020, a desavença teria começado em uma festa de aniversário, organizada clandestinamente na noite de 22 de agosto, em uma chácara – contrariando todas as determinações de combate ao novo coronavírus. Durante o evento houve uma briga envolvendo o suspeito e outros participantes da confraternização.
O indivíduo teria apanhado e no dia anterior reuniu alguns colegas para revidar a agressão. O grupo foi na casa de um dos participantes na Vila 1º de Maio. Na ocasião, o morador e um tio foram agredidos, precisando serem levados até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA).
Em depoimento à Polícia Civil, a vítima relatou que durante a confusão viu o rapaz que havia brigado na festa assistindo as agressões do outro lado da rua. A violência gratuita somente teria encerrado quando o pai do suspeito chegou no local e todos os agressores fugiram.
Ao final da briga, a avó do jovem agredido passou mal e acabou sendo socorrida pelo próprio pai do suspeito – que é médico – e se prontificou a pagar todos os gastos de saúde dos feridos.




