Na modernidade, não passamos por tanto tempo de baixa econômica e incertezas. Chegou, portanto, o momento de analisarmos o que precisaremos alterar para mudar o destino de nosso País.
O Banco Mundial, neste semestre, lançou um estudo chamado A Agenda da Produtividade, no qual faz essa análise detalhadamente. A principal conclusão foi que o “Brasil precisa melhorar drasticamente o seu desempenho em termos de produtividade para que aumente a renda de forma duradoura e ofereça empregos melhores para seus cidadãos”.
Para efeito de justificativa, já inicia o trabalho indicando que fazemos mal uso de nossos ativos (recursos naturais, humanos e empresas de diversos setores), mostrando que se usássemos com o mesmo nível de produtividade que os Estados Unidos da América, a renda per capita do Brasil aumentaria 2.7 vezes; E mais, se todas as indústrias funcionassem com a mesma eficiência, a produtividade seria aumentada em mais de 4 vezes!
Os principais fatores causadores deste cenário são: i) A falta de concorrência interna, graças a um ambiente de negócios que favorece empresas já estabelecidas e desfavorece empreendedores iniciantes; ii) políticas públicas que se concentram em subsídios a empresas já existentes não fomentando a concorrência e a inovação; iii) políticas obsoletas que continuam em vigor mesmo quando se mostram não eficazes.
A Medida Provisória da liberdade econômica já se configura como um importante passo tanto para nossa indústria já estabelecida, mas principalmente para novos empreendedores. Mas ainda estamos um pouco distantes do cenário ideal, com mais políticas que onerem menos os empresários, infraestrutura que permita que um frete Minas Gerais – Santos seja menor do que China – Santos e uma cultura que valorize quem trabalha duro e quem emprega.

Carol Curimbaba é administradora pela FGV, MBA na FIA e Babson e Empreendedora social




