Cada vez mais cedo as mulheres têm engravidado, em alguns casos, sem terem planejado e, com a passagem do tempo que parece mais acelerada também, a realização de exames pré-natais nem sempre é seguida à risca pelas jovens gestantes.
O médico ginecologista e obstetra Henrique Costa Cassiano, pós graduado em cosmetoginecologia estética e regenerativa, endoscopia ginecológica, reprodução humana assistida e ultrassonografia em ginecologia e obstetrícia, explicou à reportagem do O MUNICIPIO por que esses exames são tão fundamentais.
“Segundo a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, existem exames laboratoriais que são indispensáveis na rotina pré-natal de baixo risco para todas as gestantes, não fazendo distinção em suas recomendações entre a paciente atendida no setor público ou privado”, disse o médico.
E detalhou que tais exames são solicitados de acordo com o trimestre em que a gestante se encontra. “No primeiro trimestre, solicita-se tipagem sanguínea e fator Rh, hemograma completo, eletroforese de hemoglobina, glicemia de jejum, sorologia para sífilis, sorologia para HIV, toxoplasmose IgM e IgG, sorologia para hepatite B, sorologia para hepatite C, urina tipo I e urocultura e ultrassonografia obstétrica”, Henrique destacou.

Para o segundo trimestre de gravidez, o ginecologista citou o hemograma, teste de tolerância oral a glicose com 75g de dextrosol e que, na medida da necessidade e disponibilidade, pode-se realizar a ultrassonografia morfológica (entre 20 e 24 semanas de gravidez) e repetir a sorologia para toxoplasmose, sífilis e HIV.
“Já no terceiro trimestre, as recomendações são o hemograma, sorologia para sífilis, sorologia para HIV, sorologia para hepatite B, repetir exame de toxoplasmose (para pacientes não imunes), urina tipo I e urocultura, cultura vaginal e anal para Streptococcus agalactie (entre 35 e 37 semanas de gravidez)”, completou ele.
Henrique lembrou que alguns exames são solicitados conforme a necessidade de cada gestante, como por exemplo o Coombs indireto (em pacientes com fator Rh negativo e parceiro positivo), Papanicolaou (quando não realizado no ano precedente) e Parasitológico de fezes e Bacterioscopia de secreção vaginal (quando houver indicação clínica).
“Em gestações de alto risco há uma necessidade maior de exames complementares, que variam de acordo com a patologia da paciente, podendo em alguns casos ser necessária a realização de procedimentos invasivos, como a biópsia de vilo corial (retirada de fragmento placentário) ou a amniocentese (retirada de líquido amniótico)”, alertou o ginecologista.

De acordo com o Ministério da Saúde, uma assistência pré-natal adequada, capaz de detectar e intervir precocemente nas situações de risco, bem como um sistema ágil de referência hospitalar e uma eficiente qualificação da assistência ao parto, são os grandes determinantes dos indicadores de saúde relacionados à mãe e ao bebê, que têm o potencial de diminuir as principais causas de mortalidade materna e neonatal.
Henrique, ao se recordar desses dados, reforçou que os fatores de morbimortalidade da mãe, do feto e do recém-nascido podem ser reduzidos por meio dos cuidados adequados durante o pré-natal, identificando precocemente as complicações ou evitando que as mesmas evoluam para situações graves, com risco de morte.
“A privação dos exames e do acompanhamento pré-natal adequado podem levar a gestante a desenvolver patologias como hipertensão arterial, doenças cardíacas, diabetes mellitus, coagulopatias, infecções graves, malformações fetais, trabalho de parto prematuro, rotura prematura das membranas ovulares, restrição do crescimento intrauterino, baixo peso ao nascer e óbitos maternos e infantis no período peri e pós-parto”, finalizou.
Para entrar em contato com Henrique e obter outras informações, acesse www.facebook.com/ClinicaCassiano ou www.clinicacassiano.com.br.
Por Daniela Prado.




