Nenê Bonilha é campeão brasileiro da Série B

O sanjoanense e meio-campista Nenê Bonilha, se sagrou campeão brasileiro com o Fortaleza, no ano do centenário. O Leão fez história, até agora, na era dos pontos corridos, nenhum nordestino tinha conquistado a taça da Segundona. Foram oito anos na Série C e quando subiu, logo no primeiro ano garantiu o acesso à principal divisão do Brasil.

Nenê é nascido em São João da Boa Vista, no bairro Durval Nicolau, começou a dar os primeiros chutes na escolinha de futebol do CSU/Durval, logo depois, seguiu para a Esportiva Sanjoanense, onde teve maior projeção, ainda como atacante.

Peça-chave: O meio-campista ganhou espaço com Rogério Ceni e se tornou fundamental no time – (Foto: Divulgação/Xandy Rodrigues)

Na época, uma parceria do clube rubro-negro com o Paulista de Jundiaí, fez observadores do Galo da Japi interessar por Nenê.

No Paulista se destacou até ir para o Corinthians, onde foi campeão brasileiro em 2011, de lá rodou por vários clubes como Catanduvense (SP), Avaí (SC), Audax (SP), Vila Nova (GO), Rio Claro (SP), Nacional (POR) e Vitória de Setúbal (POR).

O camisa 27 chegou no Fortaleza, do técnico Rogério Ceni, em julho, por empréstimo do Vitória de Setúbal até o fim do ano, se tornou titular e um dos homens de confiança do técnico Rogério Ceni.

 

Em entrevista O MUNICIPIO, Nenê Bonilha falou sobre a campanha histórica do Fortaleza.

O MUNICIPIO: Sentiu diferença ao voltar para o futebol brasileiro?
No começo eu senti, o clima e a forma de jogar são muito diferentes, mas eu consegui me readaptar rápido.

O MUNICIPIO: O que aprendeu no futebol português?
Eu aprendi muitas técnicas de marcação e melhorar taticamente, além de ser mais intenso nos jogos.

O MUNICIPIO: Como foi sua adaptação no time do Fortaleza?
Foi bem tranquila, o pessoal do time me acolheu muito bem, a torcida sempre me apoiou, até mesmo antes de eu ser apresentado, isso foi bom, me ajudou a encaixar dentro e fora de campo.

O MUNICIPIO: Você chegou durante o campeonato, como foi o processo para ganhar espaço no time tão rápido?
Foi um processo natural, de dia a dia. O Rogério [Ceni] e meus companheiros me passavam confiança e quando recebi a oportunidade de jogar eu consegui agarrar e ir bem nos jogos.

O MUNICIPIO: Qual a sua relação com o Rogério Ceni? Como ele é no dia-a-dia?
A minha relação com o Rogério é muito boa, ele é um cara tranquilo, está sempre passando dicas e informações. Além de ser um ex-jogador super vitorioso é muito gente boa também.

O MUNICIPIO: Você chegou por empréstimo até o fim deste ano. Ficará no Fortaleza para a disputa da 1ª divisão?
O meu contrato termina agora no fim do campeonato, estamos conversando para ver o que vamos fazer, ainda não tenho nada acertado.

O MUNICIPIO: Como você define a torcida do Fortaleza?
É uma torcida fenomenal. É contagiante entrar no Castelão, nos dão muita força, foram fundamentais nessa campanha, é uma torcida apaixonada, é bonito demais a festa que eles fazem nos jogos.

O MUNICIPIO: Você tem vontade de voltar para a Europa ou atuar em outro clube do futebol brasileiro?
Eu gostei bastante de morar na Europa e se fosse para voltar eu ficaria feliz, mas também gosto de Fortaleza, tanto o clube quanto a cidade, fui muito bem recebido, e, com certeza, é um clube que aprendi a amar.

O MUNICIPIO: É o melhor ano da sua carreira?
Creio que sim, este ano fui vice-campeão pela taça de Portugal e agora campeão da Série B, com um título histórico, onde fizemos história, é o único clube centenário a ser campeão nacional no ano do centenário, é considerado o maior título da história do clube. Para coroar o ano, nasceu minha filha, a Maria Eduarda. Sem dúvida alguma é um ano que ficará marcado na minha vida.

Ano especial: Nenê comemora título em família – (Foto: Divulgação/Arquivo Pessoal)

Por Pedro Souza.

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