O projeto que visa proibir o uso e a comercialização de canudos de plástico em São João da Boa Vista será votado apenas no ano que vem. Isso porque, na última sessão da Câmara Municipal, foi pedido adiamento da votação, para que novos estudos sobre a proposta sejam realizados.
A lei, idealizada pelo vereador Sebastião Neris (PV), já tinha sido aprovada, em primeiro turno, na reunião do Legislativo da semana passada. Entretanto, no momento em que seria votada de maneira definitiva, na quarta-feira (21), foi feito pedido, por 30 dias e, com isso, a proposta não foi avaliada.
Devido ao recesso do Legislativo, que tem início no dia 10 de dezembro, a lei será votada apenas no início das sessões de 2019, que deve ocorrer no começo de fevereiro.

O vereador Sebastião Neris, autor da proposta, explicou ao O MUNICIPIO os motivos que o levaram a criar a lei. “O canudo de plástico causa danos ao meio ambiente, pois a decomposição leva 100 anos. Ele pode ser substituído por produtos desenvolvidos com outros materiais e, por isso, é importante que a gente pense no meio ambiente e aprove essa lei. São João é uma cidade que cresce cada vez mais e devemos ser exemplo para outros municípios. A aprovação fará com que São João seja uma das pioneiras no Estado de São Paulo com a implantação desta medida”, explicou.
MUDANÇAS
Antes do pedido de adiamento, a lei já havia passado por mudanças e, caso aprovada, entraria em vigor apenas a partir de 2020. De acordo com o que foi apurado pelo O MUNICIPIO, esta alteração serviria para que as medidas necessárias para que a proposta fosse seguida por consumidores e comerciantes fossem realizadas.
O pedido de adiamento, também conforme checado pela reportagem, servirá para que um estudo mais rigoroso seja feito com os comerciantes sanjoanenses para analisar a viabilidade da lei.
Outra situação a ser conferida é a de lojas especializadas na venda de artigos de festas. Devem ser feitas alterações para que elas possam continuar fornecendo os canudos de plástico para compradores de outras cidades, por exemplo.
EM VIGOR E ALTERNATIVAS
O Rio de Janeiro é uma das cidades do Brasil que já aprovou uma lei semelhante. E mesmo antes da adesão da capital carioca à proibição, grandes grupos como Starbucks, McDonald’s, American Airlines, Disney e Marriott, por exemplo, anunciaram que já começaram a fazer a transição do plástico para outros materiais e que pretendem abandonar a resina definitivamente nos próximos anos.
Com as empresas se antecipando à legislação para atender à mudança de hábito do consumidor, os fabricantes de canudos de plástico começaram a buscar soluções para adequar a produção a um novo perfil de demanda. Paralelamente, pequenos empreendimentos têm investido no desenvolvimento de materiais alternativos, como acessórios feitos de vidro, bambu, metal e até mesmo papel.
Por Franco Junior.




