Com o retorno do calor, o fluxo de pessoas em piscinas públicas também aumenta e, mesmo que se acautelem, sempre existe a possibilidade de contrair problemas de pele, micoses entre outros.
Carolina Dantas, médica dermatologista que atende, em São João, na Estação Beleza, esclarece que frequentar piscinas públicas, via de regra, requer cuidados como observar se no local, as piscinas têm higienização adequada.
“Tomar sempre uma ducha antes de entrar na água, andar de chinelos nas bordas da piscina e remover as roupas de banho molhadas assim que possível são atitudes que ajudam a prevenir problemas. Se surgirem lesões suspeitas procurar orientação médica, para o diagnóstico e tratamento corretos”, ressaltou.

Dentre as micoses e doenças relacionadas à água contaminada da piscina, Carolina cita hepatite A, gastroenterocolite aguda – diarreia, escherichia coli (causador de infecção urinária e intestinal) infecções fúngicas cutâneas ou vaginais e conjuntivite.
A dermatologista esclarece que, mesmo em piscinas particulares, estes problemas também podem ocorrer. “Nas piscinas com menor movimento o risco de infecções diminui, porém continuamos com os riscos relacionados a boa conservação da água e problemas decorrentes do excesso de cloro”, disse.
E destaca que alguns sinais de intoxicação podem ser irritação nos olhos e na pele (muita coceira e vermelhidão), náuseas, vômitos e dificuldade de respirar. “Tome um banho de água corrente sempre que possível e rapidamente, para diminuir o contato do cloro com a pele e com os olhos”, recomendou.
Carolina deixa algumas medidas de higiene a serem observadas quando se utilizar a piscina. “Não nadar se estiver com alguma doença transmissível (e não permitir que quem tenha este tipo de enfermidade utilize a piscina); também não utilize a piscina caso esteja com diarreia, evite engolir água da piscina e, se usar o banheiro antes de entrar na piscina, é imprescindível lavar muito bem as mãos”, alertou.
Carolina lembra ainda de que o terçol, uma infecção de uma glândula do cílio, pode ser causado pela água de piscina. “A prevenção é a boa higiene e, na maioria das vezes, o tratamento dura cinco dias, sem grandes problemas. É feito com pomadas, colírios e compressas quentes, mas pode ser necessário o uso de antibióticos via oral – em casos mais arrastados”, orientou.
Outra lesão que pode ter difícil tratamento, segundo a médica, é o molusco contagioso, problema que atinge mais as crianças. “É uma bolinha brilhosa e umbilicada que deve ser retirada posteriormente pelo dermatologista”, finalizou.
Por Daniela Prado.


