Quase lá!

Estamos a apenas uma semana do mais importante pleito eleitoral que já vivi em nossa curta democracia pós-regime militar, o povo opta pelos extremos, quer seja da esquerda socialista decadente, com o candidato petista Fernando Haddad, ou da direita fascista insurgente, com Jair Bolsonaro. Se este tem a seu favor o ineditismo do partido em disputa majoritária de tal envergadura, Haddad a facilidade de migrar um pouco para o centro e amealhar novos apoiadores.

Mas, sem dúvidas, o que surpreende é a falta de reação do PSDB. Depois de passarem a perna em Ciro Gomes fechando rapidamente um acordo com os partidos do “centrão”, a candidatura não decolou. Diferentemente do PT que mostra robustez depois de tudo o que sofreu no segundo mandato da presidente Dilma, dos abalos seguidos com as ações no âmbito da Lava Jato que culminaram com a prisão de seu maior líder, o PSDB patina em contradições. Talvez se explique por sua umbilical ligação com a retirada de Dilma, sua forte participação no governo Temer, inclusive de forma direta em vários ministérios.

Talvez pela derrocada de seu ex-presidente, pego com a mala de dinheiro no forte esquema de corrupção da JBS. Vale lembrar que Aécio foi muito bem votado quando perdeu as eleições presidenciais e personificava o antipetismo.

Agora, às portas do segundo turno, o que passa pela cabeça do eleitor? Esta semana nos dirá que caminhos o sentimento do povo trilhará. A dos extremos, como tem mostrado até agora, ou o mais conservador e centrado em figuras como Alckmin, Amoedo ou Meirelles. Isso é o bom da democracia, ninguém é dono da verdade e a vontade popular, que sairá das urnas, deverá ser respeitada. Espero!

Fernando Dezena
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