O presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) cresce entre os antipetistas, enquanto o candidato Fernando Haddad (PT) avança entre os simpatizantes de seu partido.
Nas últimas pesquisas, Bolsonaro parou de crescer e se estabilizou nas intenções de voto. Porém, no universo dos antipetistas ele continua avançando.
A consolidação de Bolsonaro entre os antipetistas reduziu o espaço para os concorrentes. O principal exemplo é que o PSDB, que por mais de 25 anos polarizou a política nacional com o PT ficou para trás. O tucano Geraldo Alckmin tem cerca de 10% dos votos e vê longe o sonho do segundo turno.
Muitos dos eleitores dizem abertamente que votarão em Jair Bolsonaro, não por considerar que ele seja uma solução, mas para apenas não permitir que o Partido dos Trabalhadores volte ao poder. Com isso, não estão preocupados com o plano de Governo de seu candidato ou com as inúmeras bobagens ditas por seu vice, General Mourão. O mote dessa parcela do eleitorado é eliminar o PT.
Escreveu a revista Isto É, em sua edição da semana passada: “Para além dos aspectos positivos que deveriam marcar a escolha pelo eleitor do perfil do candidato a Presidente da sua preferência, o que definirá o pleito são os aspectos que o cidadão enxerga nos concorrentes que ele de modo algum deseja que tenham sucesso”.
Jair Bolsonaro e o minúsculo PSL nadam de braçadas nessa onda. Hospitalizado, o candidato faz campanha utilizando-se das redes sociais. Mesmo com dificuldades de conduzir a campanha, devido ao atentado que sofreu, o ódio nutrido pelos antipetistas angaria votos para o Capitão.
Ainda com a forte resistência das mulheres com a campanha #Elenão, Bolsonaro caminha a passos largos para o segundo turno. Começa aí uma nova disputa, na qual, o vencedor será definido tanto pela menor rejeição, quanto pelas alianças com os adversários da primeira parte da eleição.
Eduardo Vella é jornalista e escreve em O MUNICIPIO semanalmente, aos sábados.
[email protected]




