A Secretaria de Estado da Saúde alerta os pais e responsáveis sobre a importância da imunização contra o HPV (papilomavirus humano). Mais de 27 mil adolescentes e pré-adolescentes da região de São João da Boa Vista precisam aderir à vacinação.
As doses estão permanentemente disponíveis nos postos para meninas com idade entre 9 a 14 anos e meninos na faixa de 11 a 14 anos. A vacina é eficaz e protege contra vários tipos de cânceres em mulheres e homens. O esquema de imunização completo é composto por duas doses, sendo a segunda aplicada após seis meses à primeira.
Entre o total de adolescentes a serem vacinados, precisam receber a primeira dose 12,4 mil garotas e 15,2 mil garotos. A população-alvo total é de 35 mil meninas e 25 mil meninos na região de São João.
Para a segunda dose, os públicos somam 32,3 mil garotas e 22 mil garotos. Ainda precisam ser vacinadas 16,6 mil meninas e 18 mil meninos.

Desde 2014, quando a vacina contra o HPV foi incorporada no Calendário Nacional de Vacinação, 22,5 mil garotas receberam a primeira dose, o que representa 64,5% da população-alvo nesta região. A segunda dose já foi aplicada em 15,6 mil (48,5% de cobertura).
Os meninos passaram a integrar o calendário nacional em 2017. Até o momento, 9,6 mil receberam a primeira dose (38,7%) e destes, 3,9 mil (17,8%) já estão integralmente imunizados, devido à aplicação da segunda dose.
“A vacina contra o HPV é segura, eficaz e fundamental para a prevenção de tipos de câncer que afetam tanto homens quanto mulheres. A proteção contra o papilomavírus humano só é completa se os adolescentes e pré-adolescentes tomarem as duas doses. Por isso, é fundamental que os pais e responsáveis compareçam aos postos”, afirma a diretora de Imunização da Secretaria Estadual de Saúde, Helena Sato.
A imunização contra o HPV previne diversos tipos de câncer que afetam os sexos feminino e masculino. A vacina disponível na rede pública de saúde previne cerca de 80% dos cânceres do colo de útero e 90% das verrugas genitais, além de outros tipos de câncer, como câncer anal, de pênis, de vagina e de orofaringe.
IMPORTÂNCIA
O biomédico Roberto Dias Conceição Júnior, da Laboratório Centermed, ressalta que a vacinação é a melhor maneira de se prevenir. “No Brasil vem crescendo uma cultura de não vacinar as crianças e isso é extremamente perigoso. Pais que agem dessa forma podem colocar em risco a vida dos filhos”, alerta.
Sobre a vacina do HPV, o biomédico diz também existir muito preconceito por parte dos pais, o que, segundo ele, precisa ser vencido. “Não é porque o HPV é uma doença sexualmente transmissível que não vou vacinar uma menina de 9 anos. Quando vacinamos, não significa que ela tem vida sexual, mas vai protegê-la daqui para frente, como outras doenças. O preconceito muitas vezes termina em situações tristes”, orienta.
Reportagem: Reinaldo Benedetti




