Palmeiras no Globo Esporte

Licenciado do futebol profissional desde os anos 1990, o Palmeiras Futebol Clube ainda desperta o interesse da mídia esportiva nacional pelo passado de glórias. A comprovação deste fato foi a recente presença na cidade do jornalista Carlito Neto, do Globo Esporte (globoesporte.com), visitando o alvinegro em busca de subsídios para matéria a ser veiculada neste portal em setembro.

A seis anos do centenário, o clube tem uma rica história que merece ser contada. Tudo começou no dia 12 de janeiro de 1924, no Largo das Palmeiras (atual Praça Cel. José Pires), quando um grupo de amigos residente nas imediações deu vida à ideia da fundação de uma nova agremiação e disputar campeonatos locais.

A referência futebolística da época era a Esportiva Sanjoanense, pelo estádio próprio e ter herdado quase todo o elenco da Atlética São João, equipe em evidência na região.

Nascia o Palmeiras. Não em homenagem ao homônimo da capital, na época ainda Palestra Itália, mas sim pela origem, a praça. Quanto ao design do pioneiro uniforme – camisa branca com listra horizontal preta – era similar ao da Associação Atlética das Palmeiras, poderoso time da capital no início do século 20, campeã paulista em 1909, 1910 e 1915.

Com nome e uniforme, faltava um campo. Foi então adquirido um terreno na Vila Manoel Cecílio, imediações da linha férrea e do Rio Jaguari, para bem recepcionar os adversários. Ali, nas décadas de 30 e 40, o Palmeiras mandou seus jogos, um ponto de encontro obrigatório dos aficionados aos domingos.

Em 1955, finalmente, surge imponente o Estádio Getúlio Vargas Filho, no dia 6 de março, com a presença do Guarani de Campinas. Dois anos depois, o primeiro título de repercussão estadual: campeão invicto da 3ª Divisão.

Ainda nos anos 50 um antigo palacete, parte de uma chácara, passa a fazer parte do patrimônio do clube, adquirido por 6 milhões de cruzeiros pelo então presidente João Batista Bernardes (João Lúcio) e seus pares. O suntuoso prédio no coração da cidade se torna sede social.

A história seguiu rica, em títulos e na revelação de craques, que se tornaram ídolos aqui, pelo país e no exterior, caso de Mirandinha. Portanto, uma justa homenagem do Globo Esporte ao nosso Palmeiras, que sobrevive sem o futebol profissional, mas com vida social ativa graças à paixão dos atuais dirigentes, que procuram manter viva uma tradição quase centenária.

Por Leivinha Oliveira – [email protected]

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