Tomógrafo da Santa Casa deve voltar a operar em poucos dias

O tomógrafo da Santa Casa, comprado por fevereiro de 2017 por cerca de R$ 630 mil, deve voltar a operar no hospital após pouco mais de um mês parado. O aparelho estava sem funcionar porque a sua ampola já não estava mais em condições de uso e precisava ser trocada. Isso é o que explica o novo administrador da Santa Casa, Guilherme Morellin, o qual recebeu a reportagem do O MUNICIPIO na manhã desta terça (28).

(Foto: Reinaldo Benedetti/O MUNICIPIO)

Morellin explicou que a ampola do tomógrafo tem vida útil de cerca de um ano e que já precisava ser trocada. O aparelho, segundo ele, parou de funcionar no dia 18 de julho e deve voltar em atividade nos próximos dias.

De acordo com o administrador, uma nova ampola já foi comprada pelo valor de mais de R$ 130 mil e deve ser entregue ao hospital nos próximos dias. Portanto, o tomógrafo da Santa Casa deve estar em operação dentro de alguns dias.

Neste período em que esteve parado, Morellin revela que 96 pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde) que necessitaram do exame realizaram o mesmo na empresa terceirizada pelo Hospital da Unimed, a Nova Imagem.

E o administrador faz questão de ressaltar que só foi possível essa parceria em razão da ajuda de outras pessoas, em especiais médicos. “O caixa não foi onerado porque a Nova Imagem cobrou o valor que o SUS cobra”.

Para se ter uma ideia, o valor pago pelo SUS para uma tomografia, dependendo do tipo, varia de R$ 86 a R$ 138.

Além disso, Morellin destaca que cada Prefeitura da região arcou com o transporte do seu paciente para fazer o exame.

Por Reinaldo Benedetti

Novo administrador está otimista com futuro do hospital

Guilherme Morellin acaba de completar três meses à frente da administração da Santa Casa e se diz otimista com o futuro do local.

(Foto: Reinaldo Benedetti/O MUNICIPIO)

Segundo ele, a estrutura do hospital sanjoanense é ótima e se destaca no Estado. “Me surpreendi com a capacidade e estrutura que tem esse hospital, de grande porte. Trata-se de um centro hospitalar. Estrutura física diferenciada, grande e com capacidade de aumentar. Podemos quase que dobrar”, garantiu.

Porém, essa ampliação só não ocorre porque a Santa Casa de São João, aponta Guilherme, possui 40% de ociosidade. “Tem dias lotados, mas tem dias que está vazia”.

O administrador afirma que a principal carência de toda a região são leitos de UTI. Ele estima que seriam necessários pelo menos mais uns 20 leitos especializados para atender a demanda dos 20 municípios.

DÉFICIT
Questionado sobre o déficit mensal do hospital, Morellin diz que hoje gira em torno de R$ 900 mil. Mas ressalta que diversas ações estão sendo feitas visando diminui-lo.

Uma delas é cumprir as metas estabelecidas, principalmente, nos contratos de repasses públicos, pois nos últimos anos a Santa Casa teve cortes de 20% a 30% da verba que recebe em razão do não cumprimento de metas.

Além disso, o administrador afirma que está reimplantando um sistema informatizado que o hospital já possui há tempo, mas que não estava em atividade. Com isso, ficará muito mais fácil controlar todas as ações dentro da Santa Casa, desde a retirada de qualquer material do almoxarifado até compras. “Hoje já não sai nada daqui de dentro sem protocolo, mas as informações não estão interligadas”.

Com estas e outras ações, o novo administrador acredita que aos poucos o hospital vai conseguir sair da atual crise. Segundo ele, os reflexos virão a partir do ano que vem. “Essas estratégias não surtem efeito a curto prazo. Mas melhorando a gestão dos contratos, a relação com os municípios, buscando aumento de receitas, a partir do ano que vem começa a ser expressivo o impacto no déficit”, garantiu.

REGIONALIZAÇÃO
O MUNICIPIO questionou Guilherme Morellin sobre a regionalização do hospital, se ela é benéfica ou prejudica a instituição de saúde. E o administrador foi enfático ao dizer que é a solução. “33% da receita da Santa Casa vem dos repasses para realização dos serviços regionais. O fim da regionalização não é o caminho”.

Para ele, São João tem potencial para ser um grande hospital do interior, o que aumenta a perspectiva de novas receitas. “Vejo grandes possibilidades para a Santa Casa, pois hospitais de pequenos municípios tendem a fechar porque são caros para manter. E temos estrutura física fantástica para abarcar tudo isso”, apostou.

E, por fim, Morellin pede apoio de toda a sociedade. As minhas expectativas são as melhores possíveis, mas é fundamental a participação de toda a sociedade. Estamos fazendo uma gestão transparente, uma prestação de contas sem muro. A Santa Casa surgiu do clamor social e perdeu um desse apoio ao longo do tempo. Nossa gestão precisa de um voto de confiança”.

IPTU SOLIDÁRIO
Uma das maneiras que a população pode contribuir com a Santa Casa é através do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) deste ano.

No carnê 2018 a última folha é a chamada “Boleto Solidário”. O boleto extra tem o valor de R$ 12 reais e seu pagamento é facultativo até 31 de dezembro.

E tudo que for arrecadado com esse pagamento, que não é obrigatório, será revertido em prol da Santa Casa.

De acordo com o Provedor da Santa Casa, Antonio Fernandes Filho, os recursos serão utilizados na aquisição de materiais e insumos hospitalares e pede a colaboração dos sanjoanenses. (R.B.)

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