São João da Boa Vista teve aumento no número de Título de Eleitores emitidos para jovens de 16 e 17 anos se comparado ao ano de 2016.
Nas últimas eleições eram 329 jovens nesta faixa etária e hoje são 474, um aumento de 44%.
O município acompanha a realidade do Estado de São Paulo, que teve alta de 27,7% nessas emissões, com 57 mil novos jovens eleitores.
Vargem Grande do Sul também teve aumento entre estes jovens: eles eram 277 em 2016 e hoje somam 299, um aumento de 8%.
Aguaí, que proporcionalmente possui um número elevado de jovens eleitores, também teve evolução desse eleitorado. Na cidade eles saltaram de 346 para 369, aumento de 6,6%.
Espírito Santo do Pinhal, ao contrário das demais, teve queda entre os eleitores de 16 e 17. Em 2016 eles eram 332 e hoje são apenas 289, uma queda de 12%.

O professor de Sociologia e Política da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Rodrigo Prando, disse ao O MUNICIPIO que uma hipótese desse aumento de jovens pode ser a tecnologia e a dinâmica das redes sociais, além da presença da Lava Jato na mídia nacional. “Essa é apenas uma hipótese sem eu ter analisado mais a fundo esse cenário. Mas isso pode ter provocado os que são jovens a debater e votar”, apontou.
Mas, se por um lado a internet despertou o interesse de mais pessoas pela vida política do país, por outro ela apresenta alguns perigos.
Prando explica que nas redes sociais atuam no sentido de agrupar pessoas que possuem a mesma opinião, criando o que chama de bolha. “Isso é ruim e dificulta a pluralidade de opiniões”, revelou e afirmou que é neste cenário que as fake news (notícias falsas) mais atuam.
Segundo ele, quando as pessoas ficam apenas nas redes sociais e junto de outras com a mesma opinião (as bolhas), elas ficam mais suscetíveis a serem influenciadas pelas fake news. “Essas bolhas ganham força porque confirmam pré-conceitos e visões de mundo distorcidas. E quem fica apenas no Facebook e WhatsApp são muito mais fáceis de serem pegos pelas fake news”, afirmou.
Uma dica do especialista para fugir de notícias falsas é pesquisar não apenas em redes sociais, mas buscar a informação em órgãos de imprensa que já são consagrados. “Não se pode pegar uma notícia de um site ou blog e ir acreditando que aquilo é verdade”, indicou.
Prando indica o site www.politicos.org.br para que o eleitor possa descobrir tudo sobre os homens públicos do Brasil.
Reportagem: Reinaldo Benedetti




