Exposição homenageia Padre Josué e Banda Guiomar Novaes

No sábado (29), a partir das 17h, o Museu de Arte Sacra da Diocese de São João da Boa Vista irá abrir as portas para que todos apreciem a exposição ‘150 anos de Padre Josué – Criador da Centenária Banda Guiomar Novaes’.

A exposição contará com a participação do Sexteto de Cordas e o arquiteto e historiador Antônio Carlos Rodrigues Lorette contou alguns detalhes à reportagem do O MUNICIPIO.

“Nós estamos com uma parceria com a 41ª Semana Guiomar Novaes, então, estamos montando uma exposição sobre a Banda Guiomar Novaes, que vai fazer 100 anos em 2018. Essa banda era formada por crianças e foi fundada pelo Padre Josué Silveira de Mattos”, disse Lorette, ressaltando que o Padre Josué também está completando 150 anos de nascimento (era de 8 de setembro de 1868).

Foto exposta: retrata a Banda Guiomar Novaes quando regida por Tonico França (Foto: Daniela Prado/O MUNICIPIO)

Segundo o arquiteto-historiador, o Padre criou essa banda como uma extensão da catequese da Igreja matriz, pois era uma pessoa que se preocupava muito com as crianças da cidade, a fim de mantê-las longe do ócio – e assim surgiu a banda.

“Ele fundou uma escola pública, localizada ali onde hoje é o Banco do Brasil e nesta escola, cederam uma sala para essas crianças carentes. Padre Josué era muito preocupado com as crianças que estavam à parte, que não tinham como estudar e achava que a catequese tinha que se estender a outros conhecimentos. Assim, criou uma banda com esses meninos, para a qual deu o nome de Guiomar Novaes”, Lorette recordou. E completou que, naquela época, Guiomar Novaes era jovem e estava se destacando, por isso a homenagem.

Loretti também mencionou que não só crianças carentes faziam parte dela mas diversas personalidades sanjoanenses como, por exemplo, Palmiro Ferranti.

“Várias pessoas, não só das simples, mas também da sociedade e que sempre comentaram desse trabalho que o Padre Josué fazia. Eles consideravam o Padre Josué quase como um santo na cidade, porque ele era um homem muito bom e ficou por um bom tempo na Igreja Catedral. A exposição é sobre isso”, explicou o arquiteto-historiador.

A mesma é composta por peças, fotos e objetos relacionados ao Padre Josué e a tudo que ele fundou, que agora os interessados podem conferir de perto durante a visitação.
“Padre Josué foi muito participativo na sociedade – estruturou a paróquia da Igreja matriz, fundou a Igreja Nossa Senhora Aparecida, várias capelas rurais e lidava muito com essas pessoas mais simples, enfim, era um padre do povo, de adoração do povo, o qual sentiu profundamente sua morte”, acentuou Lorette.

O arquiteto concluiu a entrevista contando um episódio interessante e curioso.
“Padre Josué tinha uma imagem de Nossa Senhora Aparecida, da qual era devoto, e que ficava na cabeceira dele, era uma imagem muito antiga. Certa vez pegou fogo no quarto dele, destruiu muita coisa, mas a imagem ficou intacta. Foi aí que ele fundou a capela Nossa Senhora Aparecida, na Tereziano Vallim. A imagem dele [original] está lá. Só chamuscou uma parte, na lateral”, finalizou Lorette.

A exposição permanecerá aberta a visitação até o início do ano que vem, sendo trocada no carnaval.

Vale lembrar que o Museu de Arte Sacra está aberto às quintas, sextas e sábados, das 14h às 18h com entrada franca e localiza-se à Praça Roque Fiori, nº 80 (descendo a Livraria Letraviva).

Reportagem: Daniela Prado

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