ANA LAURA MORETTO
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A literatura foi celebrada na noite de sábado (17), durante a cerimônia de premiação da 34ª edição do Concurso Literário de Poesia e Prosa da Academia de Letras de São João da Boa Vista. Realizado no teatro da Estação das Artes, o evento reuniu membros da Academia e familiares dos premiados. Após a entrega dos prêmios, os participantes se reuniram para uma confraternização na sede da instituição.

A cerimônia também contou com vídeos de premiados que não puderam comparecer presencialmente por morarem em outras cidades. Neste ano, o concurso recebeu quase 900 textos, enviados por participantes de diversas cidades e estados brasileiros. A edição também registrou cerca de 27 inscrições vindas do exterior.

Entre os vencedores está Cezar Augusto Rufino de Santa Ana, morador de Rio das Ostras (RJ), que conquistou o segundo lugar na categoria poesia 60+, e fez questão de vir até a cidade participar da premiação. Com o poema “A Teia da Lagarta”. Ele soube do concurso por meio de um site especializado em literatura e conta que começou recentemente a participar de competições literárias.
No poema, Cezar compara o desenvolvimento de uma lagarta às experiências humanas. A transformação em borboleta representa as mudanças vividas pelas pessoas ao longo da vida. “Se por um lado a lagarta se transforma em borboleta, nós nos transformamos em poesia quando nossa metamorfose se completa”, explicou Cezar.
A premiação tem um significado especial por coincidir com seu ingresso na Academia de Letras de sua cidade. Cezar também afirma que o ambiente cultural de São João tem sido uma inspiração para continuar escrevendo.
Francine Ribeiro, de Campinas (SP), conquistou o terceiro lugar na categoria prosa, de 40 a 59 anos, com o texto “A mulher que escreve”. Professora de Filosofia do Instituto Federal de São Paulo (IFSP), ela já havia sido premiada pela Academia sanjoanense no ano passado, na categoria poesia.
Após um período sem participar de concursos, mas mantendo o hábito de escrever, Francine voltou a inscrever seus trabalhos nos últimos anos. Algumas de suas obras foram premiadas e publicadas em antologias e coletâneas. Ela destaca a seriedade da organização do concurso e a oportunidade de celebrar a literatura com pessoas que valorizam a arte das palavras.
SOBRE O CONCURSO
A coordenadora do concurso, Maria José Gargantini Moreira, destacou a participação de autores de diferentes regiões e países, além dos desafios relacionados ao uso da inteligência artificial na produção textual. Para ela, as experiências vividas e as emoções humanas são fundamentais para a criação artística.
“São pessoas como os autores vencedores deste Concurso Literário que nos dão a certeza e o alento de que a Arte, a criatividade humana, as emoções e as experiências sentidas e vividas são insuperáveis”, afirmou.
Patronesse desta edição, Beatriz Virgínia Camarinha Castilho Pinto também ressaltou o papel da literatura na compreensão de outras realidades e na preservação das experiências humanas. “A literatura é o território onde a vida se expande”, disse.
Ao longo de 34 edições, o concurso promovido pela Academia busca incentivar a leitura, valorizar a língua portuguesa e descobrir novos talentos, reunindo autores de diferentes idades e trajetórias em torno da escrita.
Todos os vencedores do Concurso Literário de 2026, em todas as categorias, podem ser consultados no site da Academia de Letras de São João da Boa Vista, www.alsjbv.art.br.




