
Para meus queridos leitores! E viva as nossas diferenças!
Sim! Hoje vou falar sobre essa palavrinha enorme; esquisita e fora de moda! Mas, ela não passa do simples fato de descrever nossas manias, características, caráter, personalidade…esquisitices! Se fosse a talentosa Rita Lee diria que é ‘mania de você’. Mas, eu retifico e afirmo: manias de todos nós! Cada ser humano é diferente de outro e, não só em suas digitais, mas em suas vontades, DNA, complexidade etc etc. Quando vou almoçar num restaurante com minha filha e meus netos sei exatamente como será o prato de cada um deles e ao contrário: também sabem como será o meu: saladas mil, sem carne, muito molho e peixe, se tiver. Vou com o João Gabriel e Ana Laura, meus netos daqui, ao supermercado. Eles já pegam o que sabem que eu vou querer; minhas necessidades da casa, a quantidade etc. Também aproveitam para pegar o que gostam e sabem que a avó não vai achar ruim; nem dar bronca; simplesmente vai pagar com o cartão de crédito que eles também sabem usar! Pois nessa semana com um carrinho quase cheio, ao meu lado estava outro que, pensei, fosse o nosso. Virei pra eles e disse:_ Por que pegar 4 pedaços de mozzarella? Onde vocês estão com a cabeça! Eles riram e só então vi que estava olhando para o carrinho de outra pessoa. E por aí vai! Desde gosto culinário, de roupas, estilos, cabelos, diversão, leituras, filmes….Somos diferentes! Quando era estudante começava todas as minhas provas, se escritas, ou até orais (sim! Existia na década de 50/60 provas orais; nós, estudantes, de frente pra professora que sorteava um assunto/lição e tínhamos que discorrer ou responder às suas questões!). Pra quem era falante e desembaraçada como eu, isso não era problema! Apesar de já haver relatado por aqui que não decorava nada! Nem meu nome, se fosse extenso! Rs rs. Mas, era um suplício/sufoco pra quem era tímido e inseguro! Bem, mas voltando ao tema: provas. Começava escrevendo que “o ser humano é único e complexo!” E tudo que eu dissesse ou escrevesse a seguir estaria justificado com a assertiva inicial! Resultado: por causa da complexidade do ser humano, em todas as suas atitudes e situações, eu tirava nota boa! Para escrever, aproveito os insights que me vêm à cabeça loira/grisalha nos momentos mais incríveis. Pois não é que pensei nesse tema enquanto estava fazendo esfirra!! Vim escrever e ao voltar pra cozinha, vi queimadas minhas 25 trouxinhas!! Problema da diferença entre as pessoas: se
ricas, comprariam os quitutes; se normal, ficaria vigiando as tais, mas como sou a cronista de mais de 50 anos, queimo-as, como-as ou meus dogs se deliciarão! Ah! Dei um jeito e não perdi uma, sequer: raspei a parte marrom queimada com um ralinho!!!
E termino com aquele velho ditado: o que seria do verde se todos gostassem do vermelho? Diferentes que somos, meus leitores fieis e amados podem mudar as cores!!!

CLINEIDA JUNQUEIRA JACOMINI
Academia de Letras de São João da Boa Vista
Cadeira nº 43 – Patrono: Rubem Braga



