Jovem morre 12 dias após capotamento na Serra da Paulista

Por Marcelo Gregório
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O jovem Rafael Zani, 20, morreu no início da tarde de quinta-feira (27), após passar 12 dias internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa de Misericórdia Dona Carolina Malheiros, em São João da Boa Vista. Ele era um dos quatro passageiros de um Honda Civic que capotou na Estrada Serra da Paulista, na madrugada de 15 de agosto.

Tragédia: Rafael Zani era um dos quatro passageiros do carro que capotou na Serra da Paulista (Reprodução/Redes sociais)

O acidente ocorreu entre os quilômetros 5 e 6 da Serra da Paulista. O motorista, 18, não tinha Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e dirigia no sentido São Roque da Fartura a São João da Boa Vista. Ele teria perdido o controle de direção durante a descida resultando no capotamento do veículo em uma curva.

Enquanto os outros três ocupantes sofreram apenas ferimentos leves, Rafael permaneceu desacordado. Os jovens caminharam pela pista em busca de socorro até conseguir ajuda de um motorista que acionou o resgate.

Segundo as investigações, na ocasião do atendimento, o condutor teria aceitado colher sangue para o exame de dosagem de álcool e ainda relatou que o carro havia passado por manutenção recentemente.

Diante da gravidade do quadro de saúde, familiares e amigos chegaram a fazer campanhas de doação de sangue nas redes sociais durante o período de internação. Zani permaneceu 12 dias na UTI e não resistiu. Ele foi velado e enterrado na sexta-feira (28), no cemitério de Mococa (SP).

INVESTIGAÇÃO POLICIAL
A Polícia Civil abriu um procedimento para apurar o crime de homicídio culposo ao volante, sem a intenção. De acordo com o delegado Fabiano Antunes de Almeida, o caso segue em andamento com a coleta de depoimentos, além da análise das perícias feitas no local do acidente e do laudo da necrópsia.

Ao O MUNICIPIO, o delegado explicou que as evidências reunidas apontam para a prática do crime previsto no artigo 302 do Código de Trânsito Brasileiro, que prevê pena de dois a quatro anos de prisão, além da perda ou proibição de obter a CNH. “A dinâmica do ocorrido e a eventual caracterização de conduta imprudente ou negligente serão definitivamente avaliadas após a conclusão das diligências e a análise dos laudos periciais. A Polícia Civil lamenta profundamente o ocorrido e reafirma seu compromisso com a apuração técnica, imparcial e completa dos fatos”, finalizou.

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