Por Clovis Vieira
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Chegou o período mais colorido do inverno brasileiro! Entre os meses de junho e outubro, ruas, praças e matas se enchem de cores com a queda das folhas e o surgimento das flores dos ipês, considerada a Flor Nacional. O bairro Jardim dos Ipês, em São João, tem o privilégio de exibir floradas em ruas inteiras, onde o colorido encanta moradores e visitantes. Mas é preciso ser rápido, porque cada árvore fica florida por apenas uma ou duas semanas. O clima seco ajuda a florada, enquanto que ventos fortes e chuvas podem fazer as pétalas caírem mais rápido.

“De fato, é uma árvore muito bonita, nativa da Mata Atlântica, ideal para o plantio em praças, parques e chácaras”, avaliou Giusmar Lopes Gomes, 59, proprietário da floricultura Top Garden. Porém, de acordo com ele, quando se trata de arborização urbana, podem surgir problemas, por ser uma árvore muito alta que pode atingir a fiação elétrica. Suas raízes podem romper o cimento das calçadas. “Como é uma planta de ‘folha caduca’, que perde as folhas no inverno, é importante ficar atento no acúmulo desse material nas ruas, além do risco de entupir as calhas de chuva”.
CARACTERÍSTICAS
O comerciante reputa a isso a decisão de muitos cidadãos quererem cortar os ipês quando surge essa situação, o que exigiria autorização municipal. Ele sugere, então, podas regulares e atenção àqueles problemas citados. A procura por mudas de ipê em sua loja é baixa, em relação a outras espécies. “Nós revendemos mais para o plantio em chácaras, sítios e fazendas”. O florista estima que no primeiro semestre deste ano comercializou de 100 a 120 mudas de ipê. “O preço é bem acessível, pois uma muda com um metro ou um metro e meio custa R$ 40, enquanto que as mesmas mudas em tubetes, usadas em reflorestamento, cada unidade sai de R$ 6 a R$ 10”, concluiu.
As cores mais comuns da espécie incluem o amarelo, o mais famoso e tradicional do país; o roxo e rosa, muito comuns em ruas e praças. E o branco, considerado o mais elegante e um pouco mais raro de encontrar. No entanto, existem outras cores, em va riações menos comuns, como o ipê-verde e o damasco. A madeira resultante do corte do ipê é muito dura, pesada e resistente, conhecida como ‘madeira de lei’, nobre, densa e altamente resistentes a pragas e umidade. Na natureza, sua função é ajudar a alimentar abelhas e passarinhos na época da seca. Sua árvore pode alcançar de 6 até 14 metros de altura e o tronco de 30 a 50 cm de circunferência.
JARDIM DOS IPÊS
Criado no ano 2000, na gestão Nelson Nicolau, o bairro Jardim dos Ipês é composto por divisões (como Jardim dos Ipês I e Jardim dos Ipês II, III), caracterizando-se como um bairro de médio porte em expansão e perfil estritamente residencial. Uma métrica comunitária conhecida na região é que o local conta com pelo menos uma árvore de ipê plantada em frente a cada residência, o que gera o famoso corredor florido no período de inverno.
No entanto, não há um dado demográfico público ou oficial que indique o número exato de residências situadas no bairro.
Suas vias são pavimentadas, com proximidade a pistas de caminhada. Em seu entorno, os moradores do Jardim dos Ipês têm acesso a mercados, padarias, farmácias, postos de combustíveis e acesso facilitado ao campus local da Unesp e rodovias da região.
A prefeitura informa, ainda, a existência de um Centro Social Urbano, uma Unidade de Saúde da Família ‘Dr. Antenor José Bernardes’, duas escolas municipais e uma estadual, além de acompanhamento das equipes do Centro de Referência de Assistência Social, agentes de controle de vetores, agentes comunitários de saúde, transporte urbano, além de uma escola estadual recém inaugurada na região.





