O acidente com um ônibus que transportava trabalhadores rurais, ocorrido na terça-feira (21) no distrito de São Roque da Fartura, em Águas da Prata, e que resultou na morte de duas mulheres, repercutiu entre os trabalhadores da região. Embora o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de São João da Boa Vista represente mais de 1.200 pessoas em sua base, que também abrange Águas da Prata e Aguaí, nenhum sindicalizado procurou a entidade para tratar do caso.

Segundo o presidente do sindicato, Ricieli Aparecido de Souza, a instituição tomou conhecimento do acidente por meio do contato com outras entidades da categoria. “Ninguém veio e nós ficamos sabendo devido às boas relações que temos com outros sindicatos”, afirmou.
Ricieli explicou que o sindicato não participa da contratação dos chamados “turmeiros”, responsáveis por organizar o transporte diário dos trabalhadores até as propriedades rurais. De acordo com ele, a escolha desse profissional cabe exclusivamente ao empregador, conforme a necessidade da mão de obra.
Sobre o acidente, o presidente preferiu não fazer avaliações e destacou que o caso está sendo investigado. Segundo ele, a apuração deverá esclarecer as circunstâncias da ocorrência, incluindo as condições do veículo, a situação do motorista, a autorização para o transporte e as possíveis causas da colisão, além de contribuir para a prevenção de novos acidentes.
De acordo com Ricieli, a maior parte dos trabalhadores sindicalizados atua nas lavouras de cana-de-açúcar e café, além da pecuária. Ele destacou que a entidade acompanha de perto as condições de trabalho no campo e atua sempre que recebe denúncias.
“O sindicato sempre realiza visitas em campo. Cada vez que o trabalhador nos procura com problemas, nós comparecemos e acompanhamos.
Caso haja alguma coisa fora do esperado, tentamos resolver.
Se não conseguimos, a denúncia é encaminhada ao Ministério do Trabalho e ao Ministério Público do Trabalho, quando necessário”, explicou.
Fundado em 20 de junho de 1962, o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de São João da Boa Vista atua na representação, organização e defesa dos direitos trabalhistas e sociais dos trabalhadores do campo. A entidade também defende que os empregadores priorizem a contratação formal dos trabalhadores rurais, embora a legislação permita a contratação temporária. (C.V)




