Alinne Fanelli acompanha a Seleção pela segunda vez

Por Pedro Souza
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A jornalista sanjoanense Alinne Fanelli está vivendo mais uma vez a experiência de acompanhar de perto a Seleção Brasileira em uma Copa do Mundo. Repórter da BandNews FM e ex-colaboradora de O MUNICIPIO, ela desembarcou nos Estados Unidos no dia 1º de junho e permanecerá no país até 21 de julho, acompanhando todos os passos da equipe nacional durante a competição.

Sempre com celular, microfone e tripé em mãos, Alinne divide sua rotina entre transmissões ao vivo, entradas na programação da emissora e o acompanhamento diário das atividades da Seleção. Em entrevista ao O MUNICIPIO, ela contou detalhes dos bastidores de uma cobertura que exige dedicação integral.

Copa do Mundo: Alinne leva aos ouvintes os bastidores do principal evento do futebol mundial (Fotos: Acervo Pessoal)

ROTINA

Segundo a jornalista, a agenda varia de acordo com a programação da equipe brasileira. “A rotina depende muito da Seleção Brasileira. Tem dias em que as atividades acontecem pela manhã e outros em que são à tarde. Tenho alguns horários fixos na programação da BandNews FM, mas basicamente entro pelo menos uma vez em todos os jornais da grade até as 18h”, explicou.

A carga de trabalho costuma ultrapassar 12 horas por dia. Ainda assim, a estrutura montada pela emissora ajuda a enfrentar os desafios logísticos de um evento realizado em diferentes cidades.

“Precisamos ficar atentos em todos os momentos, mas a logística é toda pensada pela chefia. Caso o Brasil chegue à final, independentemente da posição em que classificar, já está tudo organizado, com hospedagem e transporte. Isso facilita bastante para a gente”, afirmou.

Quando a Seleção viaja para uma partida, a jornalista normalmente segue para o destino um dia antes, acompanhando cada etapa da preparação da equipe.

“Se necessário, deixamos materiais gravados e voltamos no dia seguinte ao jogo. Tudo é feito de forma muito planejada para manter o equilíbrio da cobertura e garantir que o ouvinte esteja sempre informado sobre o que está acontecendo”, contou.

PIONEIRA

A relação de Alinne com a cobertura da Seleção ganhou um capítulo histórico em 2022. Na Copa do Mundo do Catar, ela se tornou a primeira mulher das rádios do Grupo Bandeirantes a acompanhar presencialmente a equipe brasileira durante um Mundial.

“Acho muito importante esse feito, já que não vemos as grandes rádios dando tanto espaço para as mulheres nas coberturas esportivas. É uma responsabilidade muito grande cobrir a Seleção Brasileira e com certeza o ápice da minha carreira como jornalista. Está sendo uma correria enorme e uma grande responsabilidade, mas também é muito gratificante”, disse.

Canarinho Pistola: durante a cobertura, a jornalista posa ao lado do mascote da Seleção Brasileira

Ao analisar o espaço das mulheres no jornalismo esportivo, Alinne acredita que os avanços passam pela valorização da competência profissional, independentemente do gênero.

“Um dos principais avanços é parar de fazer essa separação. Existem bons e maus profissionais, tanto homens quanto mulheres. O que deve ser avaliado é a competência de cada um. Já evoluímos na questão das oportunidades de trabalho para as mulheres, mas o ambiente das redes sociais ainda é muito tóxico quando se trata de futebol. A mulher precisa ter muito estômago para lidar com tudo isso”, pontuou.

MOMENTO DA SELEÇÃO

Sobre as chances da Seleção Brasileira na atual Copa do Mundo, a jornalista adota um discurso cauteloso. “A Seleção passou por um ciclo muito complicado, com muitas trocas de treinadores, e o Carlo Ancelotti tem apenas um ano de trabalho. Não vejo o Brasil como um dos favoritos, mas isso pode até ser positivo porque tira um pouco do peso”, avaliou.

Apesar de estar em uma Copa do Mundo, Alinne revela que pouco consegue acompanhar o restante da competição. “Quem é setorista da Seleção Brasileira praticamente não acompanha a Copa como um todo. A rotina é muito intensa. Não dá para ficar vendo tabela ou assistir aos jogos. Eu respiro a Seleção Brasileira!”, falou.

A proximidade com os jogadores é um dos diferenciais do trabalho realizado durante o torneio. Em dias de partidas, ela se reveza com os profissionais da Rádio Bandeirantes para atuar à beira do gramado. “Consigo ficar no campo durante os jogos. Fazemos um revezamento e, a cada partida, um repórter fica no gramado. A parte boa é que, se o Brasil chegar à final, serei eu quem estará no campo. Também consigo entrevistar os jogadores na saída”, contou.

VAI COMEÇAR

A Copa do Mundo começa nesta quinta-feira (11), com o confronto entre México e África do Sul. A partida de abertura será disputada às 16h (horário de Brasília), no Estádio Azteca, na Cidade do México. Já a Seleção Brasileira faz sua estreia no sábado (13), às 19h (de Brasília), diante de Marrocos, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.

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