Ex-goleiro Zetti apresenta palestra na Esportiva

Palestra: Zetti fecha programação do ‘Simpósio Rubro Negro’, na Esportiva (Maurice Progin)

O ex-goleiro Zetti, com passagens marcantes pelo Palmeiras, São Paulo, Santos e pela Seleção Brasileira, esteve na Sociedade Esportiva Sanjoanense no sábado (25), onde apresentou a palestra ‘Mentalidade de campeão: a defesa que ninguém vê’. Ele contou sobre o início da carreira e deu detalhes da trajetória vencedora no futebol.

O evento arrecadou leite longa vida, que será doado para o Lar São José. Além disso, Zetti doou uma camisa e uma luva autografadas, que serão destinadas ao leilão da Camid, que acontece no dia 2 de outubro.

“Agradeço a oportunidade de vir a São João da Boa Vista pela primeira vez. Muito bom estar presente aqui com pessoas que acabam virando amigas. Isso que é legal, o futebol proporciona isso. Uma renovação nas amizades e no carinho”, comentou.

 

ONDE TUDO COMEÇOU
Zetti possui origem humilde. Nasceu em Porto Feliz (SP), em 1965, mas foi criado em Capivari (SP), cidade de pouco mais de 50 mil habitantes. Iniciou a carreira nas categorias infantis do Capivariano e depois seguiu para os juvenis do Guarani, onde foi dispensado. Em seguida, conseguiu contrato com o Palmeiras, em 1983, onde finalmente, depois de alguns empréstimos, se firmou. Chegou a ficar 1.238 minutos sem sofrer gols.

Mas foi no São Paulo Futebol Clube, em 1990, que Zetti viveu o auge da carreira, ao vencer duas vezes a Copa Libertadores da América, em 1992 e 1993. Foi também bicampeão Mundial de Clubes e conquistou um Campeonato Brasileiro, entre muitos outros triunfos.

 

SELEÇÃO BRASILEIRA
O excelente desempenho no Tricolor fez Zetti ser convocado pela primeira vez para a Seleção Brasileira em 1992, pelo técnico Carlos Alberto Parreira. Em 1994, disputou a Copa do Mundo nos Estados Unidos, onde foi campeão como reserva de Taffarel, decisão bastante contestada na época.

Sobre a fase atual da nossa Seleção, Zetti afirma que o trabalho na base é fundamental e que acredita nos treinadores brasileiros.

“Eu acho que o Brasil sempre vai ser favorito em Copas do Mundo. Precisa um pouco mais de planejamento e acertos fora de campo. Até 2010 nós tínhamos seleções competitivas e que passavam confiança. Mas em 2014 ficou um gosto amargo, tomamos de sete da Alemanha e ali parecia que o futebol brasileiro não existia mais. Temos que voltar às nossas tradições e origens e trabalhar na base a longo prazo. Não sou contra o Ancelotti, mas acho que no Brasil temos técnicos com potencial”.                   (M.P)

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