Aglomeração em loja de conveniência gera reclamação de moradores

Por Clovis Vieira
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Moradores da região da avenida Dr. Oscar Pirajá Martins encaminharam quatro abaixo-assinados às autoridades relatando transtornos causados por aglomerações nas proximidades de uma loja de conveniência. Os documentos foram apresentados em reunião do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) e também enviados à Prefeitura de São João da Boa Vista, à Polícia Militar e ao Ministério Público.

Aglomeração: jovens ocupam a rua durante a noite nas proximidades de loja de conveniência (Clovis Vieira/O MUNICIPIO)

Ao todo, 62 moradores assinaram as petições, todos devidamente identificados. Segundo os organizadores, outros residentes não puderam participar da assinatura por estarem ausentes no momento da coleta.

De acordo com os moradores, os problemas ocorrem há mais de cinco meses, principalmente nas noites de sexta-feira, sábado, domingo e feriados. Eles relatam que as quadras próximas ao estabelecimento passam a receber grande concentração de pessoas que permanecem no local até a madrugada.

Um morador, que preferiu não se identificar, afirma que a situação provoca perturbação constante. “Há presença frequente de pessoas alcoolizadas ou sob efeito de drogas, muitas vezes acompanhadas por adolescentes e crianças. Também ocorrem gritos, conversas e risadas em tom elevado, veículos com escapamento aberto e música em alto volume, motos empinando e carros estacionados em frente às garagens”.

SUJEIRA QUE FICA

Outro ponto destacado pelos moradores é a sujeira deixada nas ruas após a dispersão do público. Segundo eles, calçadas, muros e jardins ficam com urina, lixo, copos e garrafas, além de outros resíduos.

Os relatos indicam que o movimento começa por volta das 22h e aumenta ao longo da noite. Após a meia-noite, a movimentação se intensifica, quando outras lojas de conveniência encerram o atendimento e parte do público se desloca para a região. A permanência nas ruas, segundo moradores, tem se estendido até cerca de 3h ou mais.

Entre as sugestões apresentadas às autoridades estão maior presença policial, fiscalização de trânsito e verificação de documentos. Ainda assim, alguns moradores avaliam que essas medidas não atacam a origem do problema. Eles também mencionam que a legislação municipal permite horários amplos para o funcionamento de estabelecimentos que vendem bebidas, o que favoreceria a permanência de pessoas consumindo nas ruas. Outro fator apontado é a falta de espaços públicos destinados ao lazer de jovens.

POSICIONAMENTO DO COMERCIANTE

Proprietário do estabelecimento citado nas reclamações, o comerciante Wagner Rogério Campanha afirmou ao O MUNICIPIO que a Polícia Militar realizou operações no local nas noites de sexta-feira e sábado há cerca de três semanas.

“Agora os policiais têm vindo retirar das ruas as pessoas que ficam fazendo algazarra após as 2h”, disse.

Segundo ele, o estabelecimento está registrado na Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) como lanchonete, loja de conveniência e depósito de bebidas. O comerciante informou ainda que o local possui dois banheiros disponíveis aos clientes.

Campanha afirmou que o movimento aumenta após a meia-noite, quando outras conveniências encerram o atendimento. Ele também disse que, após o fechamento do estabelecimento, funcionários recolhem o lixo deixado nas ruas próximas. “Muitas vezes nem são clientes do nosso estabelecimento que provocam essa sujeira”, afirmou.

LEI DOS BARES

A legislação municipal que regula bares e estabelecimentos similares em São João estabelece que o funcionamento desses comércios de domingo a quinta, das 6h à 0h. Já às sextas, sábados, vésperas de feriados, o funcionamento é das 6h às 2h do dia seguinte.

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