Por Clovis Vieira
[email protected]
Dormir com animais de estimação é uma prática comum em muitos lares e costuma estar associada ao fortalecimento do vínculo afetivo e ao bem-estar emocional. Segundo terapeutas e veterinários, a convivência próxima pode ajudar a reduzir estresse e ansiedade, tanto em humanos quanto nos próprios animais. No entanto, a prática exige cuidados rigorosos de higiene e atenção à saúde para evitar problemas como alergias, parasitas e infecções.
A psicóloga Polyanna Baroni afirma que os benefícios emocionais são evidentes, desde que o animal esteja saudável. “Não tem coisa mais gostosa. Já há comprovação de melhora de alergias, desde que o pet seja higienizado e esteja em boas condições de saúde, para evitar problemas”, destacou.

CUIDADOS NECESSÁRIOS
O médico veterinário Ricardo Alarcon Santos Filho explica que dormir com o animal de estimação no mesmo ambiente pode ser saudável, desde que o tutor mantenha os cuidados adequados. “É fundamental levar o animal periodicamente ao médico veterinário e mantê-lo sempre higienizado”, afirmou. Ele confirma que existe a possibilidade de transmissão de fungos e bactérias dos animais para os tutores, o que pode causar enfermidades.
De acordo com o profissional, os casos de doenças transmitidas têm sido frequentes, principalmente de origem fúngica. Por isso, ele reforça a importância de manter vacinação e controle de parasitas em dia. Alarcon observa ainda que essa prática é mais comum entre tutores que tendem a humanizar seus pets no dia a dia.
A recomendação geral é que dormir com animais seja evitado por pessoas imunodeprimidas, bebês e indivíduos com alergias respiratórias graves, devido ao maior risco de infecções e distúrbios do sono.
ALEGRIA DA CASA
Para muitos tutores, dividir a cama com os pets é parte da rotina e da convivência familiar. O advogado Rui Souza conta que, em sua casa, cinco animais dormem nas camas da família, muitas vezes juntos. A cantora Marcela Picinato relata que sua cachorra dorme com ela na maioria das noites e costuma acordá-la com lambidas quando o despertador toca. “Não sei se é certo ou errado, mas posso dizer que é uma delícia”, afirmou.
Já Kika Noronha compartilha a história da cachorra da família, uma Spitz Alemão de dois anos. O animal chegou como presente para a neta Marina, mas acabou não se adaptando à rotina da casa. “Ela ficava muito sozinha, então veio morar comigo. Desde então, é a rainha do lar. Dorme na minha cama, em cima da minha cabeça, e é a minha alegria e meu amor”, contou.



