Polícia Federal deflagra segunda fase da Operação Conexão Sul de Minas

Por Bruno Manson
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A Polícia Federal deflagrou na manhã desta sexta-feira (25) a segunda fase da Operação Conexão Sul de Minas. A ação tem o objetivo de desarticular organizações criminosas que atuam no Sul de Minas Gerais e no interior de São Paulo.

Nesta etapa, a 1ª Vara Criminal da Comarca de Alfenas (MG) autorizou o cumprimento de sete mandados de prisão preventiva e oito de prisão temporária, além de buscas, apreensões e sequestro de bens dos investigados. As ações ocorreram em três cidades mineiras, totalizando 10 prisões em Alfenas, três em Varginha e duas em Poços de Caldas. Até o momento não foram divulgadas mais informações sobre o resultado desta fase.

Operação: Polícia Federal deu cumprimento a sete mandados de prisão preventiva e oito de prisão temporária (Reprodução/Breno Esaki/Metrópoles)

ETAPA INICIAL

A primeira fase da Operação Conexão Sul de Minas foi deflagrada em 26 de junho e revelou um esquema complexo envolvendo tráfico de drogas e armas, lavagem de dinheiro, roubos e outros crimes graves, com movimentação estimada em R$ 50 milhões.

Na ocasião foram expedidos 18 mandados de prisão temporária e 16 de prisão preventiva. Ainda foram cumpridos 80 mandados de busca e apreensão, sendo 70 em Minas gerais — três em Andradas, cinco em Campestre, 15 em Alfenas e 47 em Poços de Caldas — e 10 em São Paulo – dois em São João da Boa Vista, quatro em Mogi Guaçu e outros quatro em Ribeirão Preto. Ao todo, 250 policiais federais e 80 policiais militares foram empenhados nesta ação.

Nesta etapa inicial, a PF apreendeu e sequestrou bens de alto valor, incluindo carros de luxo, imóveis, embarcações e valores em contas bancárias, todos utilizados para ocultação de patrimônio. Houve ainda coleta do DNA de quatro investigados, os quais são suspeitos de praticar crimes patrimoniais contra instituições financeiras. As amostras serão inseridas na Rede Integrada de Perfis Genéticos (RIBPG), do Ministério da Justiça.

ESQUEMA CRIMINOSO

As investigações revelaram um esquema criminoso altamente estruturado, responsável por crimes como tráfico de entorpecentes e de armas, lavagem de dinheiro, extorsão, receptação, roubo a bancos, furto qualificado e adulteração de veículos. A operação mira o estrangulamento financeiro das atividades criminosas, com o objetivo de desarticular toda a estrutura de sustentação desses grupos.

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