Por Bruno Manson
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O deputado estadual Simão Pedro (PT) está liderando um movimento contra a proposta do Governo do Estado de São Paulo que visa instalar novas praças de pedágio na região. As mudanças estão previstas com a nova concessão rodoviária que está sendo programada por conta do encerramento do contrato com a Renovias, que expira em 13 de abril de 2026. Em visita a São João da Boa Vista na sexta-feira (28), o parlamentar participou de encontros com autoridades e correligionários para explicar as ações que tem adotado e mobilizar a população contra essa medida.

Em entrevista ao jornal O MUNICIPIO, Simão comentou que dentro deste lote atual da Renovias, além das praças já existentes, o projeto inclui a instalação de aproximadamente 10 novos pedágios somente na região sanjoanense. De acordo com o deputado estadual, a proposta do governo estadual prevê unidades nos trechos entre São João da Boa Vista e Espírito Santo do Pinhal, Mogi Mirim e Mogi Guaçu, além de Aguaí e Pirassununga, por exemplo. Já entre Santa Cruz das Palmeiras e Santa Rosa do Viterbo cogita-se instalar três novos pedágios.
O parlamentar ainda relatou que, em meio às mudanças, também há a possibilidade da reativação do pedágio entre Vargem Grande do Sul e Casa Branca. “Aonde tem [as praças de pedágio], a proposta é ser bidirecional, ou seja, você paga para ir e paga para voltar”, relatou.
MEDIDAS TOMADAS
Diante deste cenário preocupante, Simão ingressou com uma representação no Ministério Público pedindo a investigação desta concessão dos projetos rodoviários do governo estadual. O deputado estadual questiona a pressa na realização de todo este processo, sem uma participação efetiva da sociedade na discussão. Outro ponto apontado é a ausência de estudos técnicos sobre os impactos nas regiões contempladas com os novos pedágios e os reflexos disso nas atividades produtivas. “Muita gente vem aqui [na Mogiana] para visitar a Serra da Paulista, passa por aqui para ir até Poços de Caldas (MG) ou até mesmo vem para conhecer o circuito produtivo do vinho e do café, além das atividades culturais da região”, exemplificou.
Simão observa que para ampliar e incluir novas regiões que não são pedagiadas no lote da Renovias, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) tinha que fazer um projeto de lei e não apenas um decreto, como ocorreu. “Estamos questionando a legalidade deste ato do governo”, afirmou.
O parlamentar ainda mencionou que essa proposta, da forma como está sendo feita, fere o pacto federativo. “O governo está fazendo isso não levando em conta os interesses dos municípios. Tem que ter um diálogo!”, destacou.
ALESP
Simão relatou que pretende realizar uma audiência pública na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) para discutir o assunto com lideranças e diversos setores da sociedade. O deputado estadual reforça que das autoridades, lideranças e de toda a população dos municípios afetados é fundamental para barrar essa ideia. “Esse projeto é ruim para a região. É ruim para a economia. Eu acho que temos que discutir melhor e construir outros caminhos que não vão aumentar o custo para o bolso do cidadão”, concluiu.




