Por Bruno Manson
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O fortalecimento de políticas públicas voltadas à sustentabilidade e à preservação ambiental foram o foco da 1ª Conferência Intermunicipal do Meio Ambiente. Promovido pelas prefeituras de São João da Boa Vista e Águas da Prata, o evento foi realizado na tarde de sexta-feira (17) no auditório do UniFAE e contou com a participação de autoridades e representantes da sociedade civil – incluindo associações, conselhos, grupos organizados e ambientalistas.

Com o tema “Emergência climática: Os desafios da transformação ecológica”, a programação contou com a palestra da dra. Carolina Diniz Amorim, pesquisadora e professora da PUC-São Paulo, que abordou as mudanças no clima e seus impactos no planeta.
Na sequência, os participantes discutiram os tópicos estratégicos do encontro – mitigação, adaptação e preparação para desastres, justiça climática, transformação ecológica, governança e educação ambiental – e elegeram os representantes dos municípios que participarão da Conferência Estadual do Meio Ambiente, programada para 14 de março, em São Paulo (SP). Nesta fase estadual, eles deverão selecionar dez propostas, as quais que serão consolidadas e apresentadas às delegações dos demais estados brasileiros. Posteriormente, as proposituras deverão ser discutidas na 5ª Conferência Nacional do Meio Ambiente (CNMA), prevista para ocorrer em maio, em Brasília (DF).
IMPORTÂNCIA
A Conferência Intermunicipal do Meio Ambiente visa promover a reflexão sobre os desafios ambientais locais e construir soluções colaborativas para um futuro mais verde e saudável. De acordo com o prefeito sanjoanense Vanderlei Borges de Carvalho (PSD), o encontro foi uma oportunidade para refletir sobre a importância dos municípios se prepararem para os desafios impostos pelas mudanças climáticas e eventos extremos que têm afetado diversas regiões do nosso país. “Uma das grandes iniciativas da nossa administração será a retomada do projeto de construção da represa no Rio Jaguari-Mirim e dos piscinões que faltam para completar a estrutura de macrodrenagem do município. O projeto da represa havia sido arquivado pela gestão passada, mas nós já estamos em contato com os órgãos estaduais para o desarquivamento e sequência das obras. A represa será fundamental para a gestão dos recursos hídricos e para a prevenção de enchentes, além de garantir o abastecimento de água de qualidade para nossa população, especialmente em períodos de seca ou grandes volumes de chuva”, afirmou. “Como prefeito, tenho consciência de que o Poder Público tem um papel fundamental na criação de políticas públicas que incentivem a sustentabilidade e a adaptação das nossas cidades. Mas também reconheço que esse processo deve ser feito de forma colaborativa, com a participação ativa da sociedade organizada, dos empresários, dos cidadãos e de todas as entidades que se preocupam com o futuro do nosso município”, complementou.
O prefeito pratense Carlos Henrique Fortes Dezena (PSD) também destacou a importância do encontro e destacou que a estância hidromineral está engajada nesta pauta. “Águas da Prata vai participar cada vez mais de iniciativas como essa, pois o meio ambiente é uma das nossas maiores riquezas”, frisou.
PRESERVAÇÃO E SUSTENTABILIDADE
Representando a administração sanjoanense, o diretor Reberson Menezes, responsável pelo Departamento de Meio Ambiente, Agricultura e Abastecimento, afirmou que é preciso engajar a população no processo de transformação da cidade em um modelo de desenvolvimento sustentável. “A conferência é uma oportunidade única para a troca de ideias e para a construção de um compromisso coletivo com a proteção do meio ambiente em nível municipal”, disse.
O secretário de Meio Ambiente, Agricultura e Abastecimento de Águas da Prata, Marcos Santos, compartilha a mesma opinião e chama atenção para a preservação da biodiversidade local. “Esse tipo de iniciativa colabora muito para a discussão de temas relevantes para a nossa região e quando falamos de Águas da Prata, a atenção é ainda maior, já que a cidade está encravada aos pés da Serra da Mantiqueira e tem uma fauna e flora muito ricas e que precisam de atenção redobrada 24 horas por dia”, concluiu.




